Agências bancárias entram em greve
Ainda não há previsão para que os bancos voltem a ter o atendimento normalizado …
ALINE CHRISTINA BREHMER/ESTAGIÁRIA/JMV

TIMBÓ – Agências bancárias da cidade de Timbó entraram em greve nessa terça-feira, dia 30. Segundo o assessor de imprensa do Sindicato dos Bancários de Blumenau, Marcos Túlio, não há previsão para que seja retomada a rotina. “A Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) ofereceu um reajuste de 7,35% aos bancários, entretanto, a porcentagem não foi aceita. O reajuste salarial fica diretamente ligado à inflação do último ano, por isso acredito que o reajuste mínimo a ser aceito será entre 8,5% e 9%”, explica Túlio.
Ele diz que até o momento não há previsão para negociações, mas os bancários estão aguardando uma nova assembleia e propostas. Ele frisa que toda a região de Blumenau está praticamente paralisada, entretanto, está sendo mantido o funcionamento de caixas eletrônicos, serviços de teleatendimento e centros administrativos.
Na cidade de Timbó, a Caixa Econômica Federal (CEF) está paralisada desde o dia 30 do mês passado. “A greve é dos funcionários, não do banco. Como um grande número dos trabalhadores aderiu, não há profissionais suficientes para realizar o atendimento. Mas serviços como saque e depósito podem ser feitos normalmente pelo caixa eletrônico”, explica o gerente da CEF, Walmor Zermiani Júnior. Outras agências da cidade como o Bradesco, HSBC e Itaú também estão temporariamente paralisadas.
O Banco do Brasil, até ontem, estava atendendo normalmente em Timbó e região, entretanto, não há previsão se haverá o funcionamento da agência a partir de hoje.
Entenda a situação
Desde a última terça-feira, dia 30, agências bancárias de todo o Brasil aderiram a paralisação. A pauta de reivindicações geral da categoria já havia sido aprovada para a 16ª Conferência Nacional dos Bancários e, no dia 11 de agosto deste ano, foi entregue à Fenaban. No documento estão reunidas exigências para a renovação da Convenção Coletiva de Trabalho (CCT), o contrato anual dos banqueiros, cuja data base é em 1º de setembro.
Segundo informações que constam no site G1; “Os trabalhadores que decidiram pela greve pedem reajuste salarial de 12,5%, além de piso salarial de R$ 2.979,25, PLR de três salários mais parcela adicional de R$ 6.247 e 14º salário. A categoria também pede aumento nos valores de benefícios como vale-refeição, auxílio-creche, gratificação de caixa, entre outros.”




