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Doação de medula óssea: um ato que salva vidas

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Doação de medula óssea: um ato que salva vidas
Lucas Piske, de apenas três anos, é morador de Timbó e junto com seus pais enfrenta a batalha con …

ALINE CHRISTINA BREHMER/ESTAGIÁRIA/JMV [email protected]

Foto: FOTO/ ALINE CHRISTINA BREHMER / JMV



TIMBÓ – Sentado na sala, rodeado por brinquedos e encontrando diversão em cada canto, o pequeno Lucas Eduardo Piske, de apenas três anos e quatro meses, é uma das milhares de pessoas no Brasil que luta contra a leucemia. Seu caso foi descoberto em janeiro deste ano, quando os sintomas da doença deram os primeiros sinais. “Começaram a aparecer manchas roxas, mas por ele ser uma criança ativa, não nos preocupamos tanto com isso. Logo depois ele começou a ter falta de ar, muito cansaço e vômitos frequentes. De um dia para o outro sua barriga inchou e começaram a aparecer algumas manchas”, explica a mãe de Lucas, Isolete Kannenberg Piske, de 25 anos.
Preocupados com os sintomas repentinos, os pais encaminharam seu filho até o médico, que constatou inchaço no fígado e no baço de Lucas. Após a realização de alguns exames, foi apresentada a possibilidade de leucemia. “Fomos por conta própria até Blumenau em busca de exames mais completos e alguma resposta concreta. Com o auxílio de uma médica, nós conseguimos realizar o exame no Centro de Hematologia Hemoterapia de Santa Catarina (Hemosc) na mesma cidade”, explica o pai, Osmar Piske, de 27 anos.
Logo em seguida, após constatar que se tratava de leucemia, no dia 29 de janeiro Lucas foi internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) pelo fato de seus rins haverem parado. “Com muita garra e luta meu filho conseguiu superar essa situação e ganhou alta no dia 3 de fevereiro”, relembra Isolete, acrescentando que, ao sair da UTI, foi imediatamente dado início ao tratamento de quimioterapia. Entretanto, devido ao uso de medicações consideravelmente fortes – mas necessárias para a eficácia do tratamento – Lucas foi novamente internado no dia 25 de março. “Desde pequeno ele tinha sopro no coração, e devido a situação, esse órgão estava fraco”, explica a mãe.

Nova rotina
Precisando remodelar seus hábitos e brincadeiras, Lucas, por um tempo, devido a fraqueza, se tornou dependente de seus pais. “Ele só voltou a andar no dia 29 de abril”, comenta Osmar, complementando que, por sugestão dos médicos, foi feita no mês de junho uma cirurgia no coração de seu filho –  realizada com sucesso. Mas, alguns dias depois, a leucemia – que até então estava sob controle – voltou a atormentar a família Piske.
“No mês passado fomos informados de que a única solução que possui 100% de chance de cura é o transplante de medula óssea. Eu e meu marido fizemos o exame, mas fomos informados na semana passada de que não somos compatíveis”, explica Isolete. “Lucas já está inscrito no Registro Nacional de Receptores de Medula Óssea (Rereme), e enquanto não aparecer algum doador compatível, nós o levamos semanalmente até Blumenau para fazer a quimioterapia”, diz Osmar. Para amenizar a dor de injeções frequentes na veia, Lucas recebeu um cateter – pelo qual é medicado.
   
Doação
Com a intenção de conscientizar a população sobre a importância da doação de medula óssea, Isolete e Osmar estão buscando auxílio para iniciar campanhas. “Muitas pessoas querem doar, mas não sabem o procedimento adequado, e outras não tem como se locomover até Blumenau”, explica Isolete. “Iremos entrar em contato com a Secretaria de Saúde de Timbó para pedir se há possibilidade de ser disponibilizado um ônibus que encaminhe as pessoas daqui até o Hemosc, em Blumenau”, reforça Osmar.
Devido a imunidade baixa do filho, os pais tomam todos os cuidados necessários para cuidar de sua frágil saúde. Inclusive, deram a Lucas uma casinha na qual estão seus brinquedos – protegendo-o do sol e garantindo que possa brincar normalmente, sem correr riscos. Ainda que o processo seja delicado e exija cuidados, o simpático garoto segue brincando e interagindo normalmente, se alimentando de maneira adequada e esbanjando sorrisos e força de vontade.
“Nós pedimos a colaboração de todas as pessoas para que façam um esforço e se dirijam até o Hemosc mais próximo para fazer o procedimento. Essas pessoas estarão nos dando a esperança da vida, mas, aquela que for compatível, estará proporcionando vida ao Lucas. Ele é muito especial para nós e o que mais queremos é superar tudo isso. O tempo para ele é algo precioso” – essa é a mensagem que a família Piske – incluindo Ilsa Kannenberg, mãe de Isolete – deixam para a comunidade e todos que realizem o digno ato da doação.

Quem pode fazer a doação
• O doador precisa ter entre 18 e 54 anos completos e ser saudável
• Serão coletados 5ml de sangue de umas das veias
• O sangue será tipado no sistema HLA
• A classificação da medula será registrada no Registro Brasileiro de Doadores de Medula Óssea (Redome);
• Será verificada a compatibilidade da medula com a do paciente necessitado para ver se há possibilidade de transplante;
• Caso o doador seja compatível, outros exames serão necessários – motivo pelo qual o cadastro precisa ter as informações sempre em dia.

Observação: Após realizar a doação, o doador deverá ficar uma semana de repouso, podendo, após, retomar sua vida normalmente. A medula óssea é um órgão que se regenera em 15 dias, podendo ser doada mais de uma vez. Mais informações podem ser obtidas com o Hemocentro de Blumenau (SC), pelo telefone (47) 3222-9800.

 

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