Deputado Peninha justifica voto que salvou Dilma a fechar contas
Durante reunião regional de lideranças do PMDB, no último sábado, 6, o deputado federal Rogério …
EVANDRO LOES/JMV

RODEIO – Durante reunião regional de lideranças do PMDB, no último sábado, 6, o deputado federal Rogério Mendonça, o Peninha (PMDB), justificou sua votação favorável ao projeto PL36, que salvou a presidente Dilma Rousseff (PT) de fechar o ano em contrariedade com a Lei de Responsabilidade Fiscal e a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2014. Peninha ressaltou que esta manobra fiscal foi utilizada em outras ocasiões e vai representar um prejuízo menor do que a eventual não aprovação, que iria paralisar o governo e poderia culminar na instauração de um processo de impeachment contra a presidente.
O evento do PMDB ocorreu durante todo o dia de sábado, num sítio de propriedade da família do ex-vereador timboense, David Busarello, que atualmente ocupa um cargo de confiança no governo do Estado. Participaram os prefeitos de Indaial, Sérgio Almir dos Santos (Serginho), o prefeito de Pomerode, Rolf Nicolodelli, os ex-prefeitos de Timbó, Oscar Schneider, Benedito Novo, Laurino Dalke, Rio dos Cedros, Hideraldo Gianpicollo, vereadores, lideranças e apoiadores da campanha dos deputados reeleitos, Rogério Mendonça e Aldo Schneider (estadual). Aldo acabou não comparecendo, pois teve problemas de saúde.
Justificativa
Em sua justificativa aos apoiadores, Peninha disse que reconhece que o assunto é polêmico e ele próprio, na reunião da bancada do partido, manifestou o interesse de votar contra o projeto. “Fomos convencidos pelo vice-presidente Michel Temer (PMDB), que a melhor alternativa era a aprovação, pois o governo apenas não cumpriu a parte da lei orçamentária que previa um superávit de R$ 116 bilhões para pagamento de juros da dívida, mas cumpriu com folga de R$ 20 bilhões o orçamento sem a conta de juros”, explicou. “A eventual não aprovação da lei levaria o governo à paralisação total e poderia criar uma instabilidade institucional prejudicial aos interesses nacionais”, disse o deputado.
Compra de votos
Criticando os deputados que não tomaram uma posição firme a favor ou contra o projeto, o deputado Peninha disse que a aprovação da PL36 beneficiou todos os deputados e senadores com a liberação de emendas orçamentárias que haviam sido contingenciadas no Orçamento da União. “As pessoas confundem as coisas, dizendo que os deputados ganharam R$ 750 mil para votar a lei, o que não é verdade. Nós conseguimos liberar emendas que estavam travadas e todos os deputados, independente de voto, tiveram o benefício para as suas comunidades”, disse. Da sua cota pessoal, Peninha destinou R$ 250 mil para o Hospital Oase e outros R$ 500 mil para entidades e prefeituras de outros municípios do Vale do Itajaí. Em Santa Catarina, somente o deputado Edinho Bez (PMDB), que não se reelegeu, votou contra a emenda. Oito votaram a favor e os demais não votaram.
Corrupção
O deputado Peninha reconheceu que a maioria dos eleitores manifestaram desaprovação ao governo Dilma Rousseff nas eleições e isso cria um embaraço para os deputados do Sul e Sudeste, que fazem parte da base aliada. “O fato de meu partido fazer parte da base de sustentação do governo não vai impedir meu posicionamento firme e independente nas demais etapas da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI), que investiga irregularidades, fraudes e desvios de dinheiro da Petrobras. “Meu voto, neste projeto da PL36, não representará tolerância diante de eventuais denúncias de corrupção que sejam comprovadas. Vou exigir a punição exemplar de qualquer um que esteja envolvido e se isso atingir o Palácio do Planalto, vamos às últimas consequências”, concluiu Peninha.




