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?Antes que a água vá para o brejo?

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?Antes que a água vá para o brejo?
Presidente da Acaprena, Lauro Eduardo Bacca, analisa a situação da água no Médio Vale do Itajaí …

CLARICE GRAUPE DARONCO/JMV

 

TIMBÓ – “O brasileiro tem dificuldades em aceitar a realidade mesmo quando ela dá uma bofetada na sua cara (…) Infelizmente, a tradição consagrada de proteger florestas para ter água se perdeu e os iluminados que decidem nosso futuro hídrico parecem obcecados com soluções que envolvem mais concreto, canos, bombas e barragens”. 
 
 
 
Com a citação do jornal digital O Eco, do dia 18 de março de 2015, escrita por Fábio Olmos, o presidente da Acaprena, Lauro Eduardo Bacca responde os questionamentos da redação do JMV sobre a questão da água nos municípios do Médio Vale do Itajái.
Segundo Bacca, se o planeta Terra é o único conhecido que tem água em forma líquida, é no Brasil e na América do Sul que temos a maior abundância do precioso líquido. A média de chuvas na América do Sul é acima de 1.600 milímetros, mais que o dobro do que chove na Ásia, na Europa, na Austrália e na África. Temos também o maior rio, responsável por quase um quinto de todas as águas dos rios do mundo.  “Aqui no Médio Vale temos ainda o privilégio de ter uma média de chuvas ainda maior e que está aumentando com as mudanças climáticas, nos últimos seis anos foi sempre acima de 1.900 milímetros. Uma riqueza e uma bênção da qual não estamos sendo bons gestores. A começar pela poluição, principalmente dos esgotos. Tratamos nossos rios como se fossem a privada da nossa paisagem. Ainda jogamos muito lixo que vai parar nos rios. Sem falar nos agrotóxicos e outros venenos. Para piorar, o desmatamento foi muito violento no Vale, no século passado”, relata o presidente. 
Bacca observa ainda que na tentativa de controlar enchentes são construídas barragens, mas não controla-se a erosão, nem as retificações em excesso dos cursos d’água, muito menos os aterros. “Em termos de gestão de água é como acender uma vela ao santo e outra ao diabo, o que uma obra faz o mau uso da paisagem desfaz”, afirma ele que isso precisa mudar, urgentemente. “Temos que aprender a respeitar melhor nossos rios, nossas florestas, que são as melhores amigas da água. As florestas nos ajudam tanto na falta da água, mantendo as nascentes, como quando ocorre o excesso, fazendo diminuir as enchentes e enxurradas e protegendo encostas contra deslizamentos. Nascentes, topos de morros, encostas inclinadas e margens de rios são lugares para se manter e preservar florestas e não para desmatar, fazer lavoura ou loteamentos urbanos”, destaca.
Para Bacca o correto é: florestas e água, água e florestas. “Não florestas vazias e sim florestas com vida, cheia de fauna preservada, da qual elas dependem. Nisso tudo entra o ser humano, que precisa aprender e se reciclar. Se quiser sobreviver”.
 

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