Um ano de desafios para o comércio
Avaliação do primeiro semestre de 2015 mostra queda no número de vendas e alerta comerciantes de …
ALINE CHRISTINA BREHMER/ESTAGIÁRIA/JMV

TIMBÓ – Para os vários segmentos do comércio, 2015 tem sido um ano instável – resultado da crise econômica que se instalou no país. A redação do Jornal do Médio Vale (JMV) entrou em contato com lojas, papelarias, supermercados e panificadoras para fazer um levantamento das vendas no primeiro semestre do ano. Ainda que os resultados oscilem, a grande maioria dos comerciantes teve uma considerável queda nas vendas.
“Não houve crescimento neste ano, mas espero que isso mude no segundo semestre”, diz o proprietário de uma loja de esportes do município. Sua opinião é compartilhada por Daiane Schena, dona de uma loja de decorações em Timbó. “No início do ano até que as vendas iam bem, porém, a partir de março os números caíram. Estou me prevenindo e fazendo as compras para a loja de acordo com o que vendo, para não ter prejuízo”, explica. A proprietária de outra loja do mesmo segmento também ressalta que 2015 tem sido um ano complicado. “O Dia das Mães ajudou, mas, de modo geral, a queda de vendas foi grande”, diz, ressaltando que sua expectativa é positiva para o próximo semestre.
Até mesmo as padarias têm sentido o peso da crise econômica, como diz a proprietária de um estabelecimento de panificação, Sueli Buzzi Travaglia. “O pão francês tem mantido suas vendas estáveis. Porém, as tortas, bolos e derivados tiveram uma queda enorme de vendas”, comenta. Ela explica que, segundo seus clientes, o aumento nos produtos os forçam a priorizar o essencial. “A energia aumentou bastante e o preço dos alimentos também. Mas o salário permanece o mesmo”, complementa.
Para o sócio proprietário de um supermercado de Timbó, a tendência é que a situação piore. “Nós estamos sempre torcendo para que a crise passe, mas a realidade é que as vendas caíram bastante, e isso só deve piorar”, diz. Papelarias também têm sentido o retrocesso. “As vendas estão abaixo do ano passado e abaixo do que era esperado para este ano. A reclamação em geral é que a situação está difícil para todos”, diz a proprietária de uma papelaria de Timbó, Jenifer Janaína Frare.
O proprietário de uma loja de instrumentos musicais de Timbó diz que um dos problemas que agrava ainda mais a situação do comércio é a inadimplência. "Está sendo uma situação muito difícil. O lucro que obtemos mensalmente não é suficiente para pagarmos os impostos”, se queixa.
Saldo positivo
Em meio aos números apresentados, há alguns estabelecimentos que têm mantido suas vendas positivas neste ano, como explica o presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas de Timbó, Tarcísio Zermiani. “Em 2015 houve um aumento de 8% nas vendas. Algumas lojas estiveram abaixo e outras acima deste percentual, mas de maneira geral, era o que esperávamos para este semestre”, diz. Grande parte do aumento no número de vendas foi devido ao Dia das Mães, e o esperado é que a situação se repita no Dia dos Namorados. “A tendência é que as vendas sejam mantidas neste ritmo”, comenta.
Sua opinião é reforçada pelo proprietário de uma loja timboense, Jorge Augusto Krüger. “Este ano tem sido positivo, inclusive, nossas vendas estão acima dos números registrados em 2014”, garante. Segundo ele, a própria estação tem colaborado. “O inverno ainda não iniciou, mas o frio já chegou. É uma época onde as pessoas podem se vestir melhor, as peças são elaboradas e há um charme”, explica.
O segmento de eletrodomésticos também tem se mantido estável até o momento. “Maio foi um mês tranquilo. As vendas até estiveram um pouco abaixo em comparação ao ano passado, mas isso já era esperado”, explica a subgerente de uma loja do município, Adriana Virelli Hebeda. A regra geral é que, independente do ramo de atuação, empresários e comerciantes fiquem atentos para as variações na economia e, na medida do possível, se previnam afim de não ter prejuízo.




