CTG Galpão Amigo cancela Rodeio Crioulo
O CTG Galpão Amigo de Timbó divulgou nesta semana nota à imprensa, informando que, devido a micro …
CLARICE GRAUPE DARONCO/JMV
TIMBÓ – O CTG Galpão Amigo de Timbó divulgou nesta semana nota à imprensa, informando que, devido a micro região estar com várias propriedades interditadas pela Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina (Cidasc) para exames de mormo e sem data estipulada para liberação, o 19º Rodeio Crioulo que aconteceria nos dias 14, 15 e 16 de agosto de 2015, foi cancelado.
No comunicado a direção informa ainda que caso ocorrer uma liberação prévia estará promovendo na mesma data um torneio de laço, que informará mais adiante. A Cidasc está exigindo os exames, após ter detectado, em abril deste ano, um caso de Mormo (doença que ataca o sistema respiratório) em um cavalo de uma pequena propriedade em São Cristóvão do Sul, na região central do Estado.
Diante da confirmação da zoonose (pode atacar também os humanos), a Cidasc proibiu preventivamente toda a programação que reúna qualquer aglomeração de pessoas com a participação de equinos em Santa Catarina (rodeios, exposições ou cavalgadas) até segunda ordem.
A circulação de equinos também está restrita no Estado. Para que as cargas vivas sejam liberadas, está sendo exigida a apresentação de documentação atestando a sanidade dos animais.
O que é o Mormo?
Também conhecida como lamparão, é uma doença infecciosa causada pela bactéria Burkholderia mallei. A infecção por esta bactéria é mais comum entre equídeos (cavalos, asnos e mulas), e acontece através do contato com fluídos corporais dos animais doentes.
Este agente penetra no organismo, alcança a circulação sanguínea e aloja-se em alguns órgãos, em especial nos pulmões e no fígado. Manifesta-se por um corrimento viscoso nas narinas, pneumonia e na presença de nódulos subcutâneos nas mucosas nasais e nos pulmões. Sem tratamento, a infecção pulmonar ou sanguínea costuma ser fatal aos animais em sete a 10 dias. O controle do mormo é baseado no isolamento da área que contém animais doentes e sacrifício dos infectados.




