Pesquisas apontam valores da cesta básica
Alta dos preços eleva o custo de vida dos trabalhadores e dificulta a aquisição de produtos consi …
Clarice Graupe Daronco / JMV
TIMBÓ – Quem costuma ir ao supermercado toda a semana tem percebido o aumento dos produtos da cesta básica que está encarecendo o custo de vida dos trabalhadores dia após dia. Segundo informações divulgadas pelo Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Econômicos (Dieese), em janeiro de 2016, a cesta básica ficou mais cara em todas as capitais pesquisadas.
A maior alta foi registrada em Salvador, onde o conjunto básico dos alimentos subiu 23,67% no período – mais do dobro da inflação oficial divulgada no dia 15 de janeiro, de 10,67%. Em Florianópolis o valor da cesta básica teve um aumento de 17,28%.
A capital catarinense ficou na nona posição, no aumento dos produtos da cesta básica sendo que os primeiros foram: Salvador – 23,67%; Curitiba e Campo Grande – 22,78%; Aracaju – 20,81%; Porto Alegre – 20,16%; Fortaleza – 19,69%; Belo Horizonte – 19,25 e Brasília – 19,19%. Já as menores variações foram vistas em Manaus, de 11,41%, e Goiânia, de 11,51%.
Ao analisar os produtos da cesta básica, os pesquisadores do Dieese comprovaram que a cesta mais cara, no entanto, é a de Porto Alegre, a um custo de R$ 418,82, seguida pela de São Paulo (R$ 412,12). As mais baratas, por outro lado, são as a de Acacaju, a R$ 296,82, e Natal, a R$ 309,92.
Em Blumenau, no Vale do Itajaí, de acordo com pesquisa feita pelo Departamento de Economia da Furb, coordenada pelo professor, Jamis Piazza, a Cesta Básica tem um custo total atual de R$360,10, o que significou uma variação de +7,67% no mês de dezembro; e nos últimos 12 meses a alta acumulada foi de +17,57%.
Os principais produtos responsáveis pelas variações no custo da cesta básica, no Vale do Itajaí, são: tomate (+18,80%), carne (+9,20%) e açúcar (+8,26%).
Já em nível nacional, entre os itens pesquisados pelo Dieese, sete ficaram mais caros em todas as capitais: carne bovina, tomate, pão francês, café em pó, açúcar, óleo de soja e batata. Já o valor do arroz, do leite e da manteiga subiu em 17 locais.



