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Celeridade na duplicação da BR 470

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Celeridade na duplicação da BR 470
Campanha quer despertar não apenas a atenção do governo, mas também dos usuários da rodovia …

Clarice Graupe Daronco / JMV

Foto: FOTO/DIVULGAÇÃO

TIMBÓ – As associações empresárias de Timbó (Acimvi) e Indaial (Acidi) estão juntas com as demais associações empresariais de todo o Vale do Itajaí e com a Federação das Associações Empresariais de Santa Catarina (Facisc) na realização de uma campanha que tem por objetivo cobrar a celeridade no processo de duplicação da BR 470 e na elaboração dos estudos que podem definir a concessão da rodovia. A campanha teve início no dia 8 de março, com a divulgação dos seguintes slogans: “Faça igual ao governo: vá devagar” e “Imprudência mata. Incompetência também”, em painéis rodoviários, vídeos e redes sociais.
De acordo com a direção da Acimvi, a entidade de Timbó em parceria com a Acidi e a Associação Empresarial de Pomerode (ACIP) instalou três outdoors no trecho entre Indaial e o bairro Badenfurt, de Blumenau. “Diversos painéis estão sendo instalados ao longo da BR 470 por outras associações Empresariais”, informa o presidente da Acimvi, Jeter Reinert Sobrinho.
Segundo os organizadores, a campanha tem por objetivo despertar não apenas a atenção do governo, mas também dos usuários da rodovia federal. Segundo dados estatísticos mais de 500 pessoas já morreram desde que a presidente Dilma Rousseff se comprometeu a agilizar a duplicação da BR 470 em Santa Catarina. A presidente fez a seguinte promessa durante cerimônia do Programa Minha Casa, Minha Vida, em Blumenau, no dia 9 de junho de 2010. “Eu, pessoalmente, cobrarei a construção desta duplicação do Ministério dos Transportes e do DNIT. E dos prazos que eles me deram”. Os integrantes das associações empresariais que irão encabeçar a campanha são unânimes em afirmar que passados quase seis anos, as obras da duplicação avançam a passos lentos, quase de tartarugas, em apenas dois dos quatro lotes contratados entre Navegantes e Indaial e diversas áreas às margens da rodovia ainda aguardam desapropriação. A partir da publicação do novo Plano Plurianual do Governo Federal (2016-2019), o prazo para a conclusão das obras de adequação de capacidade ainda saltou de 2017 para 2022. 

“A passos 
de tartaruga”

Segundo relatos dos empresários envolvidos, a situação é tão preocupante que o Estudo de Viabilidade Técnica Econômica e Ambiental (EVTEA) da BR 470/SC, aceito pelo DNIT há dois anos, estimou que a partir de 2021 uma nova faixa terá de ser construída entre Blumenau e Indaial. Ou seja, antes mesmo da obra concluída, o nível de serviço da nova BR 470/SC poderá estar comprometido. O mesmo estudo concluiu como ”altamente recomendável” a duplicação de toda a rodovia até a BR 116, com a construção de contornos viários em municípios como Ascurra e Apiúna. O investimento total foi estimado em R$ 3,4 bilhões, ainda em novembro de 2012. 
Os empresários lembram em nota, que em junho de 2015, o Ministério dos Transportes publicou chamamento público para a elaboração de estudos de viabilidade para a concessão de toda a BR 470/SC entre Navegantes e a divisa SC/RS. A proposta inclui ainda parte da BR 282. Mas segundo a nota: diante da má gestão dos recursos públicos, a concessão seria a única forma de viabilizar o avanço da duplicação para outras regiões, impondo ao bolso dos usuários o custeio de novas obras de adequação de capacidade, melhoria da segurança e eliminação de segmentos críticos. Lamentavelmente, como tem sido rotineiro nas ações em prol da rodovia, o prazo para a entrega dos estudos pelos consórcios habilitados já foi prorrogado de 25 de janeiro para 15 de junho.
Para os empresários envolvidos, como os da Acimvi de Timbó e da Acidi de Indaial, os constantes atrasos em estudos fundamentais e na implantação das obras demonstram e provam não apenas a desorganização, mas a incompetência do governo federal, do Ministério dos Transportes e dos órgãos a ele vinculados na gestão da infraestrutura de transportes. Para as Associações Empresariais e a Facisc, a BR 470/SC é vítima da falta de vontade, da falta de compromisso, das deficiências de planejamento, da completa desarticulação política e em muitos casos, da imprudência dos seus usuários.
Os empresários frisam que: “A partir desta campanha, o objetivo das associações signatárias ao movimento é promover encontros periódicos para cobrar com maior firmeza o cumprimento de prazos, mais recursos, além da celeridade nas obras de duplicação e nos demais contratos em andamento, como o de Reabilitação e Manutenção de Rodovias”. Duplicação sem enrolação. Duplicação já!

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