Patronal dificulta negociação do setor Têxtil
O Sindicato Têxtil de Timbó, coordenado pelo presidente Norival Hercilio Bona ainda não tem boas …
TIMBÓ – O Sindicato Têxtil de Timbó, coordenado pelo presidente Norival Hercilio Bona ainda não tem boas notícias para os trabalhadores da categoria. Segundo informações do presidente, no dia 6 de maio teve mais uma rodada de negociação com a intermediação do Ministério do Trabalho, em Florianópolis.
Os Sindicatos Unificados Textil e vestuários dos municípios de Indaial, Pomerode, Jaraguá do Sul (representando o município de Massaranduba) e Timbó e o Sindicato Patronal. Na oportunidade não foi firmado um acordo pois o Patronal mantém a proposta de 4% em abril e 3,5% em agosto com corte nos salários acima de R$ 5.000,00 ficando livre negociação com as respectivas empresas. Bona explica que a proposta desde o início dos sindicatos é 9,91% que foi a inflação de abril de 2015 a março de 2016. Sem corte e manutenção das cláusulas atuais. “Como não houve entendimento entre as partes os Sindicatos Unificados estão entrando com Dissídio Coletivo, onde foi deixado claro ao Patronal que estamos abertos para negociar”, destaca o presidente do Sindicato Têxtil de Timbó ao explicar que marcado a data do Dissídio não haverá mais negociação com o Patronal, deixando assim o Tribunal julgar o aumento da categoria.
Questionado sobre a expectativa sobre a finalização da negociação Bona afirma que: “Está difícil ter alguma expectativa positiva, pois o Patronal não quer abrir mão de nada. Nós só temos uma coisa a fazer, que é levar a Convenção Coletiva da Categoria para ser julgada pelo Tribunal, em Florianópolis, onde os Têxteis de Rio do Sul tiveram sucesso e ganhos maiores que pediram. Não aceitamos a dificuldade porque muitas empresas, no mês de abril anteciparam até 10%”.
O presidente ressalta que a direção do Sindicato Patronal sempre joga com a dificuldade do tecido plano (cama, mesa e banho) onde na região tem apenas uma ou outra empresa. “Nossa região é de confecção, pelo quadro as empresa estão precisando de mão de obra que está difícil de encontrar. Exemplo da Empresa Dudalina que não consegue completar o quadro e a Malharia Diana que admitiu em fevereiro 25 pessoas”, observa ele.




