Patronal não aceita proposta de reposição das perdas
Presidente do Sindicato Têxtil informa que negociação
está ajuizada em Dissídio Coletivo de Tr …
Clarice Graupe Daronco / JMV

TIMBÓ – Os Sindicatos dos Trabalhadores Têxteis e Vestuaristas Unificados dos municípios de Indaial, Timbó, Pomerode e Jaraguá do Sul (representando o município de Massaranduba) estão empenhados na busca da reposição salarial dos trabalhadores, mas os representantes dos Sindicatos Patronais não aceitam a proposta apresentada.
Segundo o presidente do Sindicato Têxtil de Timbó, Norival Hercílio Bona mesmo com várias negociações, não houve acordo entre as partes razão pela qual foi ajuizado Dissídio Coletivo de Trabalho perante o Tribunal Regional do Trabalho (TRT) de Santa Catarina.
No dia 15 de julho aconteceu a audiência de conciliação perante a Vara do Trabalho de Balneário Camboriú onde o resultado final foi negativo. De acordo com informações o Sindicato Patronal ofereceu nas negociações anteriores aumento salarial abaixo da inflação e de forma parcelada, e que não repõe sequer o poder de compra dos representados, proposta esta então, não aceita pela totalidade dos dirigentes sindicais. Bona explica que a primeira reunião da negociação coletiva foi realizada no dia 13 de abril, oportunidade em que o Sindicato Patronal ofereceu reajuste de 4% em abril e mais 3,5% em agosto com corte aos salários a partir dos R$ 5,5 mil ficando livre negociação com a empresa. Na ocasião, observa o presidente do Sindicato Têxtil, o pedido dos representantes dos trabalhadores é a reposição do INPC de 9,91% sem corte, mas não houve acordo perante o Patronal.
Depois aconteceram mais duas reuniões que também não fecharam com acordo. A quarta reunião, aconteceu no dia 15 de julho, na Vara do Trabalho de Balneário Camboriú, oportunidade em que o Patronal ofereceu 4% em abril e 5,91% em agosto, repasse este que não seria feito aos salários a partir dos R$ 5,5 mil. A proposta não foi aceita pelos Sindicatos fato que resultou no encaminhamento da Negociação Coletiva de Trabalho para julgamento do Dissídio no Tribunal em Florianópolis. Acredita-se que a previsão de julgamento é para setembro/outubro deste ano ainda.
Os representantes dos Sindicatos Unificados entendem que tem alguma situação que não está se encontrando, pois muitas empresas já efetuaram o repasse do reajuste solicitado pelo Sindicato de 9,91% aos trabalhadores ao contrário de outras que insistem em aguardar o parecer do Sindicato Patronal.
Postos
de Trabalho
Bona afirma que o impasse não é em decorrência ao momento econômico, pois de acordo com levantamento realizado entre os anos de 2013/2015 não foram fechados 200 pontos de trabalho, ao contrário tem muita vaga na área têxtil em aberto. “Algumas empresas informam ao Sindicato que estão realizando demissões e em seguida sabe-se que a mesma empresa está com vagas em aberto e está contratando novos funcionários. Acredito que essa situação de demissões é para pressionar o Sindicato, mas estamos cientes que tem muita empresa contratando, e mais, com falta de mão de obra qualificada”, observa o presidente do Sindicato Têxtil.
Bona destaca que os Sindicatos Unificados não estão pedindo um aumento além da inflação, ou seja, está sendo solicitada apenas a reposição das perdas que os trabalhadores já tiveram no final do ano passado com o anúncio do aumento do salário mínimo, porcentagem que foi acrescida nos bens de consumo, energia, água, entre outros serviços.
O presidente do Sindicato Têxtil informa ainda que o número de trabalhadores cadastrados em dezembro de 2015 era de 5.367, um pouco a menos que em dezembro de 2013 em que o total de postos de trabalho era de 5.491. “Esses números são dos quatro municípios onde o Sindicato atua (Timbó, Rio dos Cedros, Benedito Novo e Doutor Pedrinho) lembrando que a queda nestes números se justifica com o fechamento da Timbó Fios e a transferência da Mercotex para Indaial”, relata Bona ao comentar ainda que segundo dados, o número de pedidos de demissão é maior que as dispensas das empresas. Somente no primeiro semestre de 2016 foram registrados 516 pedidos de demissão e somente 289 dispensas de empresas.
O presidente do Sindicato Têxtil explica que com a decisão de buscar na Justiça a reposição das perdas, o trabalhador não irá perder, ao contrário todos os meses a contar da data base/abril, os valores do reajuste deverão ser pago assim que sair a sentença final.



