Manifestação leva pais e Cuidadoras para o Centro de Timbó
Evento teve por objetivo mostrar para a comunidade o problema que muitos pais enfrentam por não ter …
Clarice Graupe Daronco / JMV

TIMBÓ – Uma manifestação pacífica e ordeira foi realizada na manhã de sábado, dia 26 de novembro, em frente a Prefeitura de Timbó. O evento foi organizado pelos pais de crianças de quatro a cinco anos que estão vivendo um impasse, nos últimos dias. Em entrevista à redação do JMV, um dos representantes dos pais, Oldair da Silva, relata que é preciso que a comunidade tenha conhecimento do dilema que está tirando o sono e o sossego de inúmeros pais e mães de família do município, em razão de não terem onde deixar seus filhos de quatro e cinco anos no contra turno escolar a partir de 2017.
O evento, segundo Silva, atingiu o objetivo proposto, apesar do número de manifestantes não ter sido o esperado, em razão da comitiva formada por pais e advogados saber que o número de famílias atingidas por esse dilema é bem maior. “Hoje, de acordo com dados não oficiais temos cerca de 60 crianças entre quatro e cinco anos que frequentam as casas das Cuidadoras, profissionais estas que a partir de 2017 não poderão mais atender essa faixa etária, em razão de um Termo de Compromisso de Ajuste de Conduta (TCAC) firmado entre as Cuidadoras e o Ministério Público”, explica Silva ao destacar que também de acordo com dados não oficiais no município existem cerca de 15 casas que atendem crianças no contra turno escolar, e também crianças em idade de creche, por falta de vagas. “No decorrer deste ano, foram realizadas reuniões e audiência pública, para que essas pessoas buscassem a Prefeitura para se regularizar, mas de todas apenas cinco estão buscando a regularização”, relata ele ao pedir que essas cuidadoras procurem a Prefeitura e façam o cadastro para que o trabalho delas seja regularizado.
O representante dos pais ressalta ainda que a manifestação realizada no sábado, buscou chamar a atenção das autoridades políticas, entidades e comunidade como um todo para o problema que essas famílias trabalhadoras estão vivenciando. “Em nosso município a pré-escola, que atende as crianças na faixa etária de quatro e cinco anos é oferecida em meio período. Com isso, na impossibilidade de arcarem com os custos de transporte e de escolas particulares, muitos pais têm recorrido aos serviços das populares “cuidadoras” ou “cuidadores”, atividade que desde, aproximadamente, oito anos atrás, até outubro deste ano, era realizada de forma irregular”, explica o pai.
Segundo Silva, a Promotoria repassou o problema para a Prefeitura, cuja gestão atual, da Secretaria de Educação, em reunião afirmou aos pais que não pode fazer nada. “O secretário de Educação pediu para que imperássemos para o próximo ano, quando a nova gestão assumir, oportunidade em que será repassado o problema a eles. Mas os pais trabalhadores não podem esperar por uma decisão apenas após o início do ano, pois precisam trabalhar e para que isso aconteça precisam ter onde deixar seus filhos em segurança”.
Silva informa que agora será buscado a realização de uma nova reunião entre a Promotoria, Prefeitura, Cuidadores e pais para que se faça um plano de atendimento às crianças. “Ainda na semana passada, quando organizamos a manifestação já sentíamos que a Promotoria através do promotor, Eder Cristiano Viana, estava aberta a conversar e ajudar os pais a buscar uma luz no fim do túnel. Vamos aguardar o que poderá acontecer nos próximos dias, mas sem solução os pais não podem ficar”, afirma Silva.



