Têxtil fecha Convenção Coletiva com reposição da inflação
‘Uma negociação difícil, sem aumento real’. Com essa frase o presidente do Sindicato Têxtil de T …
Clarice Graupe Daronco / JMV
TIMBÓ – “Uma negociação difícil, sem aumento real”. Com essa frase o presidente do Sindicato Têxtil de Timbó, Norival Harcílio Bona, avalia a Negociação Coletiva de Trabalho de 2017/2018. Após diversas reuniões envolvendo os quatro sindicatos unificados (Pomerode, Massaranduba, Timbó e Indaial) e o Sindicato Patronal, Sintex foi definido a reposição da inflação de 4,57% que será aplicada aos salários de até 7,6 mil. Já para os salários acima de R$ 7,6 mil o reajuste será de uma parcela fixa mínima de R$ 347,32. Ficou definido ainda que a remuneração mínima a partir de abril/2017, será de R$ 1.119,80 inicial e R$ 1.229,80 na efetivação, após 90 dias. Outro ponto da Convenção Coletiva foi o auxílio-creche que será de R$ 190,00 com comprovação e R$ 150,00 sem comprovação até 36 meses.
Os sindicatos envolvidos informam ainda que houve a renovação das demais cláusulas da Convenção Coletiva de Trabalho 2015/2016 com adaptação na sua redação.
Observa-se ainda que: estão excluídos os empregados admitidos a partir de 1º de abril de 2017 e os empregados com contratos por prazo determinado (experiência), firmados antes de 1º de abril de 2017, que não foram contratados quando do respectivo termo, respeitados os valores de remuneração mínima; poderão ser compensadas as antecipações salariais de caráter geral e espontâneas concedidas em relação à data base abril de 2017; eventuais diferenças salariais deverão ser pagas em até três parcelas a partir da folha de pagamento de fevereiro de 2017; as diferenças salariais resultantes da aplicação deste reajuste, incidentes sobre os contratos rescindidos até 19 de abril de 2017, inclusive, deverão ser pagas na respectiva empresa, a partir de maio de 2017, em até cinco dias úteis após a solicitação do ex-empregado ter sido protocolada no Departamento Pessoal da empresa, dispensada a homologação.
Segundo Bona as reuniões para o acordo da Convenção Coletiva contou com a participação dos representantes dos patrões e dos trabalhadores, que em diversas oportunidades apresentaram suas propostas e contrapropostas. Após um breve estudo e análise da situação atual da economia do Brasil, foi acertado o valor de reajuste, sendo apenas a reposição da inflação da data base.



