Exército confirma morte de mais um militar brasileiro no Haiti
O Comando do Exército confirmou ontem, dia 18 de janeiro, a identificação do corpo do tenente-cor …
Cleiton Baumann
BRASÍLIA – O Comando do Exército confirmou ontem, dia 18 de janeiro, a identificação do corpo do tenente-coronel Marcus Vinícius Macêdo Cysneiros, que estava desaparecido após o forte terremoto do último dia 12 no Haiti. Ele servia o Gabinete do Comando do Exército e estava desempenhando funções de observador militar da Missão das Nações Unidas para a Estabilização do Haiti (Minustah).
Com esta identificação, chega a 16 o total de militares brasileiros mortos no país caribenho. No dia 17, o Comando do Exército confirmou a morte do major Francisco Adolfo Vianna Martins Filho, que também estava desaparecido desde o último dia 12. Ao todo, 18 brasileiros morreram em decorrência dos tremores – incluindo a fundadora e coordenadora da Pastoral da Criança, Zilda Arns, e o representante especial adjunto do secretário-geral das Nações Unidas (ONU) no Haiti, o diplomata Luiz Carlos da Costa.
Recursos para o Haiti
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva determinou ontem (18) que a área econômica redimensione recursos previstos no orçamento da União para 2010 com o objetivo de preservar as ações de ajuda a população haitiana. O tema foi tratado na reunião dos ministros que integram a coordenação política. Em fevereiro, o presidente deve visitar ao Haiti e informou que, em breve, a Marinha deve enviar um navio ao país caribenho para ajudar a população e as equipes que atuam nas operações de resgate e recuperação dos estragos causados.
O ministro de Relações Institucionais, Alexandre Padilha, disse que, na reunião, Lula alertou aos ministros da Fazenda, Guido Mantega, e do Planejamento, Paulo Bernardo para a necessidade de ampliação dos recursos orçamentários previstos para o Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República (GSI). O órgão faz a logística de apoio como o deslocamento aéreo e gastos de suprimentos (água, alimentos) no Haiti. Padilha ressaltou que sete carretas colocadas a disposição por empresas privadas já foram encaminhadas ao país para ajudar no transporte de água via República Dominicana.





