?É hora de darmos as mãos em prol do hospital?
Nos últimos dias voltaram à tona, mais uma vez, os boatos de que o Hospital OASE poderia fechar as …
Evandro Loes

Nos últimos dias voltaram à tona, mais uma vez, os boatos de que o Hospital OASE poderia fechar as portas. Surgiram também questionamentos sobre o papel do Município nesse processo. Para falar pela Prefeitura de Timbó, o prefeito Laércio Schuster Junior incumbiu seu assessor de comunicação, Jaime Avendano, que ontem esteve na Rádio 92 FM para alguns esclarecimentos. Depois da entrevista na 92 FM, Jaime esteve no JMV, onde falou para a nossa reportagem:
JMV – Nos últimos dias voltou-se a falar das dificuldades enfrentadas pelo Hospital OASE para manter as portas abertas. Como a Prefeitura pode ajudar o hospital?
Jaime Avendano: É importante destacar que a Prefeitura de Timbó ajuda, e ajuda muito o Hospital OASE. E não só a de Timbó, mas as prefeituras de Benedito Novo, Rodeio, Doutor Pedrinho e Rio dos Cedros também têm feito a sua parte para auxiliar o OASE. O problema é que esse socorro não pode ser somente das prefeituras, afinal a responsabilidade pelo hospital é de todos: diretoria executiva do OASE, corpo clínico, prefeituras, governos estadual e federal e também da sociedade.
JMV – E o que a Prefeitura de Timbó tem feito para ajudar o hospital?
Jaime Avendano: Vou citar dados de 2010, consolidados. No ano passado, a Prefeitura deixou de construir um posto de saúde no Bairro Imigrantes para repassar ao OASE R$ 156 mil, à vista, a título de auxílio de emergência. Já no sobreaviso médico, os repasses alcançaram R$ 430 mil. A Prefeitura de Timbó ainda disponibilizou um Raio-X móvel, no valor de R$ 64 mil e, neste ano, vai destinar uma perfuratriz óssea, no valor de R$ 15 mil, para as cirurgias ortopédicas do hospital. Além disso, a Prefeitura vai construir no OASE o novo pronto-socorro municipal, no valor de R$ 618 mil – recursos próprios do município.
JMV – Além de recursos financeiros do município, o prefeito não poderia pressionar os governos estadual e federal para que ajudem o OASE?
Jaime Avendano: Está claro que não cabe somente às prefeituras da nossa região ajudar o OASE. Por isso, o prefeito Laércio vai se reunir com os demais prefeitos para que, juntos, peçam novamente uma audiência com o secretário estadual de Saúde para tratar da questão do hospital. Lembrando que no final do ano passado essa mesma reunião já havia sido solicitada ao secretário de estado de Saúde da época, mas sem um retorno positivo. Acredito que desta vez, com a posse do novo governo estadual, haja mais sensibilidade e a audiência ocorra.
JMV – O que falta para começar as obras do novo pronto-socorro no OASE?
Jaime Avendano: Os recursos já estão garantidos e à disposição, mas como o OASE é uma instituição privada a Prefeitura precisa de autorização do hospital para dar início à licitação da obra. Estamos aguardando essa autorização. Quando o novo pronto-socorro e a Nova Policlínica – que já está em construção – estiverem prontos, a Prefeitura vai desativar o CEMUR.
JMV – E por que desativar o CEMUR?
Jaime Avendano: O CEMUR é uma anomalia. Em praticamente todos os municípios do Brasil o hospital da cidade tem pronto-socorro. Aqui, o pronto-socorro é municipal, no CEMUR, não no hospital. O prefeito Laércio quer acabar com essa anomalia, construindo o novo pronto-socorro no OASE e a Nova Policlínica no Centro. Sem contar que isso vai gerar uma economia de R$ 300 mil por ano em aluguéis, ou R$ 1,8 milhão nos últimos seis anos.
JMV – O OASE precisa de ajuda e, pelo que foi dito até agora, a Prefeitura ajuda e está disposta a continuar ajudando…
Jaime Avendano: Sim. Todos nós temos a consciência de que, apesar de o OASE ser um hospital particular, é o hospital da cidade e precisa ser ajudado. Mas isso tem que vir de todos, não só das prefeituras. É hora de darmos as mãos em prol do hospital.



