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quinta-feira, 5 de fevereiro de 2026

Japão já contabiliza mais de 1.800 mortos por causa de terremoto

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Japão já contabiliza mais de 1.800 mortos por causa de terremoto
Além da destruição de cidades inteiras, governo japonês se preocupa com as explosões na usina n …

Mariana Alcântara/JMV

Foto: Folha de São Paulo

SÃO PAULO – O terremoto, seguido por tsunami, que abalou o Japão na última sexta-feira, dia 11 de março, já deixou 1.880 mortos, de acordo com informações da polícia japonesa, divulgadas ontem, dia 14 de março. Porém, o número de vítimas pode ser ainda maior, as autoridades do país nipônico afirmam que nos próximos dias o total chegue a mais de 10 mil mortos. Até ontem, o balanço era de que 2.361 pessoas estavam desaparecidas.
O terremoto, considerado o sétimo maior da história, atingiu 8,9 graus na Escala Ritcher. Já o tsunami, chegou a 10 metros de altura e arrasou cidades até 12 quilômetros distantes da costa. Além de destruir cidades inteiras, a tragédia ainda causou duas explosões na usina nuclear de Fukushima, que fica a 240 quilômetros ao norte de Tóquio.
O terremoto causou danos ao sistema de refrigeração de três dos seis reatores de Fukushima. Os reatores estão aquecendo em níveis perigosos e as autoridades correm para evitar um derretimento das barras de combustível nuclear – o que aumentaria o risco de danos ao reator e de um possível vazamento nuclear, segundo especialistas.
O governo japonês alertou as pessoas que vivem num raio de 20 quilômetros em torno da usina a não saírem de casa. Cerca de 80.000 pessoas foram retiradas da área, somando-se a outros 450.000 desabrigados por causa do terremoto e do tsunami.
Os números oficiais de mortos devem subir logo, pois, ontem, foram encontrados cerca de 2.000 corpos na província de Miyagi, uma das mais afetadas pelo tsunami. Porém, estes mortos ainda não foram contabilizados oficialmente.
Os milhares de japoneses atingidos pela catástrofe tentam sobreviver sem água, energia elétrica, combustível e comida suficiente. Cerca de 5,6 milhões de casas estão sem energia elétrica e mais de 3.400 edifícios residenciais desabaram por causa do terremoto. Além de prejudicar a população, a catástrofe também prejudicou a economia do país, que ficou sem energia elétrica o suficiente para o funcionamento das fábricas.
Na pressa de muitos investidores venderem suas ações precipitadamente, a bolsa de valores de Tóquio acabou fechando em queda de 6,18% ontem, dia 14 de março. Para manter a economia, o Banco do Japão injetou ontem, no mercado, a maior quantia de sua história: 15 trilhões de ienes, o que equivale a 181 bilhões de dólares. No domingo, dia 13 de março, 55 bilhões de ienes já haviam sido transferidos a 13 bancos da região afetada.
O país segue sendo abalado por tremores secundários, que, mesmo não causando muitos estragos, deixam a população assustada.
 

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