Artista plástica busca expressar a vida
Bruna Nicole Tafner descobriu o gosto pelo desenho aos 10 anos e hoje já participa de diversas expo …
CLARICE GRAUPE DARONCO/JMV

TIMBÓ – “Busco representar a figura humana, principalmente de mulheres, expressar a vida, as etnias e culturas, gosto de retratar as pessoas que são ou foram muito importantes para mim, que dividem ou dividiram a vida comigo”. Com essa frase a artista plástica, Bruna Nicole Tafner começa a contar um pouco sobre sua história de vida, como pessoa e como artista.
Bruna é natural de Timbó, nasceu em 16 de junho de 1988, sendo filha de Rubens e Evanir Elena Girardi Tafner, e tem dois irmãos, Alan e Giovana Luíza. Atualmente, graduada em Fisioterapia pela FURB, atua em uma Clínica nessa área e trabalha em outra, na área de estética. Busca atualização com frequencia, pois acha que não pode parar.
A jovem artista conta que descobriu o desenho aos 10 anos, porque gostava das cores. “Lembro-me que nesta fase desenhava e depois pintava com guache em cartolina e colava a cartolina numa tábua de madeira, colocando-a em cima de um banco para parecer um cavalete. É cômico, pois me sentia ‘a artista’. Iniciei a pintura à óleo aos 12 anos. Minha mãe, mulher mais forte e espetacular que existe para mim, foi quem me incentivou, comprou um kit básico de pintura e me levou às aulas, em uma fase muito difícil de nossas vidas. Então realizei algumas aulas com professores locais, Ieda Hansen, depois de alguns anos fiz aulas com Susete Zukoski de Itajaí, e também várias disciplinas práticas do curso de Artes Visuais da FURB, em busca de um olhar mais acadêmico”, relata Bruna.
Questionada sobre sua linha de trabalho, ela observa que abrangia vários temas, pois tinha uma visão até então muito imatura, mas tudo era considerado aprendizado, treino. “Hoje, busco representar a figura humana, principalmente de mulheres, busco expressar a vida, as etnias e culturas, gosto de retratar as pessoas que são ou foram muito importantes para mim, que dividem ou dividiram a vida comigo. Prefiro os trabalhos com pintura, óleo sobre tela, mas gosto de desenhos com carvão, grafite, giz pastel, também tive uma breve experiência com esculturas em cerâmica”, explica Bruna.
Sobre a Bruna mulher, a artista responde: “Não sou uma mulher diferente, todas as mulheres tem suas qualidades, todas terão algum defeito também. Há momentos fáceis, como também há os mais difíceis, a vida nos possibilita estes crescimentos. Sempre busco ser uma mulher companheira, amiga, madura para a minha idade, que busca o diálogo, que respeita, que batalha. São princípios que tive de minha criação, e que valorizo muito. Cada pessoa vem de uma família, é criada de um jeito diferente, saber compreender o outro é um passo muito importante para qualquer tipo de relacionamento interpessoal”.
A artista plástica faz parte da Associação dos Artistas Plásticos de Timbó, e a maioria das exposições que realiza são em grupo como na Casa do Poeta, Casa do Imigrante, Museu da Música, Espaço SAMAE, Biblioteca da FURB. “Devido aos compromissos do final da graduação, início da profissão, não consegui me dedicar como realmente gostaria, as vezes necessitamos de escolhas. Meu crescimento na pintura é um dos meus novos objetivos de vida, que estou retomando”,a firma ela ao comentar algo que lhe marcou na vida de artista: “Foi há uns cinco anos, quando tive a oportunidade ir a São Paulo e conhecer museus, a Pinacoteca, e a Bienal. Descobrir que há muitas pessoas que admiram a arte, suas formas, e que ela deve estar envolvida na vida das pessoas. Seja ao tocar um instrumento, cantar, escrever uma poesia, a arte para mim, é a manifestação mais pura e sincera, não vejo só como um dom, vejo-a como um gosto, uma paixão que necessita de muito treino, dedicação, paciência, sabedoria para insistir mesmo quando há muitos erros, querer melhorar sempre mais”.




