Dia do Colono
Profissional fala sobre a situação dos produtores rurais de Timbó, neste momento de isolamento so …
CLARICE GRAUPE DARONCO/JMV

TIMBÓ – Comemora – se no dia 25 de julho, em todo o Brasil, o dia do Colono e dia do Motorista. Para centenas de comunidades rurais do sul do Brasil, o dia 25 de julho sempre se revestiu de significado cordial: é o Dia do Colono, estendendo ainda suas reverências ao motorista. Em outras palavras, ele remete às origens, aos pioneiros, num momento de celebração e de congraçamento por todos aqueles que, ao longo de décadas, plantaram as bases do desenvolvimento e do progresso regional.
Para marcar esta data a redação do JMV conversou com a extensionista Social da Epagri de Timbó, Kátia Marly Zimath de Mello, que relatou a situação dos produtores rurais de Timbó, neste momento de isolamento social em decorrência da pandemia do novo Coronavírus.
Segundo ela, a situação da agricultura em Timbó, em âmbito geral está estável. “Os produtores tem se ajudado bastante. Estamos percebendo que na Feira da Agricultura Familiar e de forma geral, a população de Timbó está valorizando mais os produtos do nosso município, procurando adquirir alimentos mais da nossa região. Acredito que isso é algo muito bom que está acontecendo, devido à situação que estamos enfrentando. Sabemos que a população ao valorizar o produto local ajuda a economia do município e também ajuda a melhorar as condições de vida de quem está trabalhando e plantando para alimentar as famílias”.
Kátia também observa que a Prefeitura, através da Secretaria de Educação, está adquirindo alimentos e montando kits que são entregues às famílias que estão em situação de risco, e tem seus filhos matriculados nas escolas municipais. “Essa ação valoriza bastante os produtores rurais neste momento complicado. Então com isso os produtores estão conseguindo colocar seus produtos a venda, tanto para a Secretaria de Educação como também na Feira da Agricultura Familiar”.
Questionada sobre como as famílias rurais estão neste momento, a profissional afirma que: “as famílias rurais até estão bem contentes pois acreditavam que não iam conseguir colocar os produtos das colheitas, mas assim de forma geral está indo muito além do esperado. Só teve um pequeno problema em algumas propriedades devido ao ciclone registrado no município e região, mas que já foi superado, pois em Timbó registrou-se apenas alguns prejuízos materiais como queda de rancho, destelhamentos e outras situações que aconteceram. Um ou outro produtor que não tinha colhido milho ainda não conseguiu fazer a silagem para o gado, sendo que tiveram que cortar a mão, mas assim o prejuízo foi pequeno”.

By Pilo/
Mais de 2020 famílias
A extencionsista relata ainda que tanto a Epagri como a Prefeitura está realizando o atendimento normal dos produtores rurais, sendo que teve um grande registro de entrega de sementes de milho através do programa do Governo e de calcário. “Os agricultores estão fazendo a análise do solo para preparar a terra para os próximos plantios”.
A profissional observa ainda que a Epagri presta assistência a mais de 220 famílias. “Entre os produtos cultivados por estes agricultores estão as hortaliças, arroz irrigado, milho silagem e grão, fruticultura (pitayas, laranja, banana, figo, morango, entre outros). Também tem piscicultura e muitas outras demandas que vão surgindo, como a agroindústria familiar”.
Questionada se o colono tem algo para comemorar neste ano, a profissional afirma que: “não digo algo para comemorar, mas as parcerias, a valorização do produto local e a empatia entre o produtor e o cliente tiveram um grande avanço, assim vejo que apesar de ser tudo novo, e uma situação que nunca enfrentamos antes, com iniciativa e criatividade todos estão tocando o barco, indiferente dos acontecimentos. Importante observar que o uso da tecnologia tem tomado mais espaço entre eles. E para nós também. Estamos nos superando apesar de tudo”.
Para finalizar Kátia faz algumas considerações sobre o colono e as situações gerais da economia. “De certa forma se a economia é afetada, todos são. O giro de capital é menor o que diminui a capacidade de compra de muitas pessoas, fazendo a economia desacelerar. Algumas pessoas também tiveram a perda de emprego e a busca por trabalho autônomo também aumentou. Importante observar que muitas de nossas famílias da agricultura tem seus próprios produtos de subsistência, sua horta, ovos, leite, entre outros alimentos. O que facilita o dia a dia e diminui os custos de subsistência. Além de muitas vezes beneficiar familiares que acabam levando produtos da propriedade”.



