Indaialense relata sua experiência como Jovem Embaixador
Lucas Lunelli participa de reunião no Rotary e faz explanação sobre a sua viagem aos Estados Unid …
CLARICE GRAUPE DARONCO/JMV

INDAIAL – O município de Indaial foi representado pelo jovem Lucas Lunelli, no Programa Jovens Embaixadores e teve a oportunidade de ficar durante 30 dias nos Estados Unidos. Após o seu retorno, o jovem foi convidado a fazer uma breve explanação do que viu ou apreendeu em sua viagem, junto ao Rotary Club Indaial Palmeira, oportunidade em que recebeu uma placa pela sua brilhante conquista.
O jovem estudante da Escola de Ensino Estadual Raulino Horhn, participou do Programa Jovens Embaixadores e após diversas provas e entrevistas, foi selecionado juntamente com a jovem Gabriela Martini dos Santos, de Luís Alves, para representar o Estado de Santa Catarina no Programa Jovens Embaixadores.
Segundo relatos de Lucas, o Programa tece início no dia 4 de Janeiro, com a chegada do grupo em São Paulo.
Lá foram preparados, para representar o país, através de palestras, que lhes deram uma visão geral do que fariam e de como funciona a cultura americada (comportamento, política, religião, etc.). Também fizeram turismo.
No dia 7 de janeiro o grupo embarcou para os EUA, chegando em Washignton D.C. no dia 8. “Lá tivemos diversas atividades de integração, conhecemos monumentos e pontos históricos, aprendemos sobre voluntariado, desenvolvemos projetos e experimentamos uma nova cultura. Foi onde passamos a maior parte do programa”, relata Lunelli.
Segundo o estudante, durante a estadia em Washington D.C., a capital do governo americano, o grupo teve a oportunidade de visitar alguns dos monumentos mais famosos do mundo, como o Memorial da Guerra do Vietnã, o Capitólio, o Memorial Lincoln e até um tour guiado pela sede do poder presidencial americano, a Casa Branca. “Isso tudo serviu de preparação para um encontro especial com a secretária de Departamento de Estado, Hillary Clinton, que nos rendeu uma foto para toda a vida”, conta ele, ao relatar que além disso, ainda viveram a aventura de visitar a Embaixada do Brasil nos Estados Unidos (e conhecer o Embaixador Brasileiro que representa cada um de nós lá fora), e tiveram uma longa conversa com o presidente da Nasa, a Agência Espacial Americana. “Conhecemos Chinatown, o Complexo de Museus Smithsonian (retratados no filme Uma Noite do Museu 2), vivenciamos um grande jogo de basquete americano pela NBA, e experimentamos todo tipo de comida (incluindo os clássicos ‘ovos com bacon’, no café da manhã)”, explica o indaialense ao lembrar que visitaram ainda diversas ONG’s para saber como o trabalho voluntário funciona nos Estados Unidos e, ao mesmo tempo que ensinaram, também aprenderem modelos de voluntariado que farão a diferença em suas comunidades. “Dentre nossas tarefas estavam limpar parques, plantar árvores, ajuntar neve e trabalhar em um Banco Comida que distribuía comida para pessoas necessitadas e oferecia abrigo”.
Depois de cerca de uma semana e meia em D.C, o grupo de 45 jovens Embaixadores foi dividido em grupos menores e enviados para outras cidades dos Estados Unidos, onde cada um de nós ficou por quase duas semanas na casa de uma família americada. “Eu fiquei em WA, Seattle, com mais 10 Jovens Embaixadores. Durante esse período, nos encontrávamos todos os dias de manhã com a equipe da organização, para conhecer nossas cidades nos mais variados aspectos (como turísticos e voluntários). “Durante as duas semanas em Seattle, visitamos os pontos mais marcantes da cidade, como a Torre Space Neddle, o Pike Place Market, a Interfaith Church, que divulga a Não-Violência, a Microsoft, a Boeing*, o Starbucks Original e o supreendente Experience Music Project: um gigantesco museu dedicado ao Nirvana e outros fenômenos do rock, além de grandiosas exposições de sucessos da ficção científica, como BattleStar Galactica e AVATAR”, relata Lunelli ao informar que depois dessa incrível experiência, voltaram para D.C para a elaboração de projetos sociais e para o encerramento do programa, onde retornaram ao Brasil no dia 29 de janeiro.
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Lucas destaca que o Programa Jovens Embaixadores, proporciona a oportunidade de uma experiência de vivência única em um outro país, onde você vê o seu mundo interpretado de uma forma diferente, aprende modelos de voluntariado (que podem ser aplicados em casa) e conhece um pouco mais da cultura americana vivendo com eles, “Mesmo que por pouco tempo, o sentimento de representar o país é grandioso, e proporciona um grande autoconhecimento. Sem dúvida, é uma experiência para toda a vida, algo que me marcou profundamente. Os lugares que visitamos e as pessoas com quem fizemos contato nos mudaram, e carregamos um pouco de cada uma delas conosco. Notamos que o mundo é muito mais vivo e grande do que nossa rotina, e que o voluntariado é uma força mundial, sem divisões de países”, frisa o jovem.
Questionado sobre o que ele precisa fazer após realizar a viagem e representar o Brasil em um evento no exterior, Lucas explica que durante as últimas semana do Programa, todos elaboraram um Action Plans, que consistem em projetos de ação voluntária, com o objetivo de melhorar as comunidades onde vivem. “Mesmo não sendo obrigatório, é muito incentivado que os Jovens Embaixadores procurem aplicar esses projetos, e continuem fazendo a diferença em suas comunidades”, frisa ele que atualmente trabalha com TI, na área de Sistemas, como Desenvolvedor, na Cooperativa Central de Crédito Urbano (CECRED). “Estou cursando Ciência da Computação na Furb, de Blumenau e como trabalho voluntário, sou escoteiro a seis anos junto com minha família”, conta Lucas ao afirmar que o Programa Jovens Embaixadores conseguiu se provar ainda mais surpreendente em sua edição de 10 anos, ao frisar que o destaque da estadia esteve abaixo de seus pés o tempo inteiro: a neve. “Na verdade a maior nevasca de Seattle desde 1994, que nos permitiu praticar tubing, sledding e até patinar no gelo. Os brasileiros acostumados com o calor deram um jeito de se divertir eu um ambiente natural totalmente diferente do que estamos acostumados”, conta ele.
Outro detalhe que Lucas faz questão de frisar é sobre as suas famílias, que são um capítulo à parte. “As pessoas que nos ofereceram uma casa longe de casa, receberam nossa imensa gratidão e um lugar em nossos corações. Em apenas duas semansa criamos laços afetivos que marcaram ambas as nacionalidades com uma promessa de reencontro. E tenho certeza que cada um de nós leva na mala, além de roupa suja, lembranças inesquecíveis dessa experiência”, salienta Lucas aproveitando para agradecer em especial: Maria Ulcinéa Harbs, Marli W. Menegazi, Sérgio Ayres Filho e Metalúrgica FEY.




