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Candidatura ameaçada

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Candidatura ameaçada
Coligação vai recorrer da impugnação de Dalke ao TRE …

EVANDRO LOES/JMV

Foto: Arquivo JMV

TIMBÓ – O Juiz Eleitoral da 32ª Zona Eleitoral, Ubaldo Ricardo da Silva Neto, acatou um pedido de impugnação, formulado pelo PP (Partido Progressista) de Benedito Novo, contra a candidatura a prefeito de Laurino Dalke, da coligação “Benedito Novo para Todos” (PT/PMDB/PSDB), com base num processo por crime ambiental, que se enquadra na Lei Complementar 135/2010, popularmente conhecida por Lei da Ficha Limpa. Paralelamente, o magistrado considerou apto a disputar as eleições o candidato a vice-prefeito, Harry Dallabrida, que também havia sido alvo da ação. A coligação já anunciou que vai manter a candidatura de Dalke e apelar ao TRE (Tribunal Regional Eleitoral).
Na sentença de mérito, o magistrado disse que a coligação “Benedito Novo para Todos” poderá recorrer da decisão, mantendo Laurino Dalke como candidato a prefeito, ou, desde logo, indicar um substituto ao candidato, que não foi considerado apto para disputar as eleições. Ainda na decisão, apesar do candidato a vice-prefeito, Harry Dallabrida, ter sido deferido, a chapa apresentada pela coligação teve o registro indeferido até que se promova a substituição de Laurino Dalke. A decisão foi realizada na última quarta-feira, 1º e agosto e publicada no site do TSE na tarde de quinta-feira.
O coordenador regional do PMDB, advogado Miguel Angelo Soar, já manteve contato com as lideranças políticas da coligação e pediu tranqüilidade, pois cabem recursos ao TRE e ao TSE. Soar disse estar ciente das restrições impostas ao candidato Laurino Dalke e acredita que o caso possa ser revertido em segunda instância, tendo como base os requisitos para enquadramento na Lei da Ficha Limpa. “A condenação de Dalke por crime ambiental ocorreu no início da década passada e não se configurou nenhum tipo de benefício próprio ou prejuízo ao erário”, disse.
“ A questão estava relacionada à necessidade de criar um aterro sanitário na cidade e a administração, na época sob responsabilidade de Dalke, sofreu penalidades pelo não cumprimento de prazos”, ressaltou. Segundo Miguel Soar, o então prefeito Laurino Dalke tomou providências junto ao Consorcio Intermunicipal, que resultou na criação do Aterro Sanitário de Timbó. “Depois de implantado o aterro regional, os prefeitos foram agraciados com um prêmio nacional”, defendeu o advogado. O prefeito e candidato à reeleição, Laurino Dalke, não quis se manifestar da decisão.
 

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