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Saneamento básico será uma tarefa dos candidatos timboenses

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Saneamento básico será uma tarefa dos candidatos timboenses
Uma obrigação dos futuros prefeitos será o de implantar o sistema de esgoto sanitário no municí …

CLARICE GRAUPE DARONCO/JMV

TIMBÓ – Para se fazer cumprir a Lei do Saneamento, sancionada pelo governo federal em 2007, os futuros prefeitos terão um grande desafio pela frente: a implantação da rede coletora e de tratamento do esgoto sanitário em todos os domicílios da cidade. De acordo com dados relatados no Plano Municipal de Saneamento Básico, que foi aprovado em abril de 2012, através de audiências públicas, atualmente o município não possuiu rede de esgoto e também não está em implantação. O Sistema de Abastecimento de Água (Samae) de Timbó juntamente com a Prefeitura possuem projeto de sistema de coleta, transporte e tratamento de esgoto sanitário, o qual foi elaborado em 2007/2008. De acordo com dados relatados no Plano de Saneamento, o projeto vislumbra a subdivisão em 26 sub-bacias, as quais serão encaminhadas até a Estação de Tratamento de Esgoto (ETE), a qual, de acordo com o projeto se encontrará à rua Rio Grande, 252, no bairro dos Estados, junto ao Rio Benedito, a jusante do ponto de captação, distante 1,2 km do encontro deste rio com o Rio dos Cedros. Atualmente o projeto está sendo revisado para busca futura de recursos financeiros, pois de acordo com dados preliminares, esgotamento sanitário, o qual não possui nenhuma infraestrutura precisará de investimentos próximos a R$ 84 milhões, para ser iniciado.
De acordo com o relatório anual do Sistema de Abastecimento de Água (Samae) de Timbó, de 2012, a Estação de Tratamento de Água (ETA) produz o equivalente a 8,03 milhões de litros de água por dia o que dá 240,9 milhões de litros por mês, considerando que a média de perdas água no abastecimento é de 35% de acordo com o Samae, assim, sendo distribuído em média nas economias o total de 156,6 milhões de litros/mês, o qual gera o total de 125 milhões de litros de esgoto/mês.
Apesar de ser uma obra de alto custo e que gera transtornos na infraestrutura, as questões voltadas ao saneamento básico deve ser uma obrigação do futuro prefeito e não uma proposta de campanha, já que a preservação do meio ambiente reservará às futuras gerações, mais qualidade de vida.
O saneamento básico é um conjunto de procedimentos adotados numa determinada região que visa proporcionar uma situação higiênica saudável para os habitantes. Entre os procedimentos do saneamento básico, podemos citar o tratamento da água, canalização e tratamento de esgotos, limpeza pública de ruas e avenidas, coleta e tratamento de resíduos orgânicos (em aterros sanitários regularizados) e materiais (através da reciclagem).
Com estas medidas de saneamento básico, é possível garantir melhores condições de saúde para as pessoas, evitando a contaminação e proliferação de doenças. Para ser cumprida a Lei do Saneamento em todos os municípios brasileiros estima-se a necessidade de investimentos na ordem de R$ 420 bilhões, sendo 60% do governo federal e 40% de estados, municípios e iniciativa privada. Desse total, R$ 157 bilhões vão para esgotamento sanitário, R$ 105 bilhões para abastecimento de água, R$ 87 bilhões para melhoria da gestão no setor, R$ 55 bilhões para drenagem e R$ 16 bilhões para resíduos sólidos.
Dentro desse montante já estão incluídos os investimentos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). Na primeira edição do programa, foram previstos o total de R$ 40 bilhões, R$ 36 bilhões do Ministério das Cidades e R$ 4 bilhões da Fundação Nacional de Saúde. Esses recursos foram repassados a municípios, estados e companhias prestadoras de serviços de saneamento, que por sua vez devem licitar e gerenciar a execução das obras. A segunda etapa do Programa (PAC 2) foi lançada em 2010, e o Ministério das Cidades recebeu mais R$ 41,1 bilhões para aplicar em ações de saneamento de 2011 a 2014. Desse total, R$ 16 bilhões já estão contratados ou em fase de contratação. Cabe aos futuros prefeitos buscar junto aos governos federal e estadual recursos para a realização dos projetos junto ao município.

Candidatos à prefeito de Timbó apresentam propostas para SANEAMENTO BÁSICO:

Waldir Ladehoff

– Definição do Sistema com a elaboração de projeto e início da implantação do Tratamento de Esgoto com a criação do Plano de Saneamento;
– Manutenção da parceria com o Consórcio Intermunicipal de Resíduos Sólidos e da inclusão do tratamento do Esgoto;
– Ampliação e melhoria do Sistema de Água Potável (captação, tratamento e distribuição);
– Disciplinar as obras de terraplanagem quanto às cotas de enchente (cortes e aterros);
– Projetos de galerias de drenagem pluvial, visando à proteção de margens e evitando assoreamento, erosão e desbarrancamentos;
– Estudos de viabilidade e formação de parcerias para a implantação de usina de lixo hospitalar e doméstico, para geração de energia;
– Manejo adequado e ampliação da área do Aterro Sanitário e do Sistema de Coleta Seletiva;
– Implantação de lixeiras em espaços públicos em geral;
– Construção de mais um galpão para o deposito da Coleta Seletiva;
– Criação da Fundação do Meio Ambiente;
– Recuperação da mata ciliar e outras áreas degradadas;
– Valorização e criação de parcerias com Entidades e ONGs (Organizações Não Governamentais) na questão sócio-ambiental;
– Convênios com todos os órgãos das esferas Municipal, Estadual e Federal e suas Autarquias e Fundações;

Laércio Schuster Junior

– Formar parceria com o Governo Federal para implantação/ampliação do sistema de tratamento e coleta de esgoto;
– Ampliação do Centro de Triagem do Aterro Sanitário;
– Fortalecimento do Consórcio Intermunicipal para a solução do destino dos resíduos sólidos;
– Ampliar os programas de conscientização sobre o destino correto para os resíduos (coleta seletiva) e uso correto da água;
– Intensificar os programas de reutilização de resíduos sólidos para a confecção de artigos de decoração (Natal mais Encantado);
– Substituição das tubulações em ferro fundido por PVC ou PEAD, prevendo sua ampliação;
– Implantação de novas linhas de abastecimento e substituição dos hidrômetros com mais de cinco anos;
– Elaboração e execução de um programa de conscientização de proteção do manancial e uso consciente da água;
– Continuar a modernização do sistema de tratamento e distribuição de água;
– Pesquisa e levantamento de alternativas para o abastecimento de água tratada nas comunidades rurais, prevendo a implantação de um projeto-piloto no Bairro Mulde;
– Implantação da segunda parte da Adutora de Água Tratada na Rua Blumenau;
– Implantação de uma Adutora de Água Tratada na Rua Araponguinhas, sentido Centro-Bairro;
– Aumento da capacidade de reserva de água tratada, com a instalação de novos reservatórios nos bairros das Nações, Araponguinhas, Quintino e Centro;
– Implantação de uma linha telefônica 0800 para atendimento ao público, de forma gratuita, 24 horas e todos os dias da semana;
– Aquisição de veículos e maquinários para ampliação e recuperação das redes.


Aparecido Voltolini

– Procurar atender prontamente as necessidades básicas, como a água, bem como o saneamento básico;
– Antes das pavimentações das ruas fazer projeção a longo prazo, no que tange a esgotos e águas pluviais;
– Proteção das matas e nascentes, mata ciliar, áreas de preservação permanente, desassoreamento (limpeza) de rios e ribeirões, para não haver alagamentos e sim escoamento das águas com rapidez;
– Ter projeto próprio da Prefeitura sobre plantas de loteamentos, visando que quando um empreendedor queira fazer um loteamento novo, haverá o projeto já viabilizado para que quando o cidadão compre seu lote, não fique impossibilitado de construir;
– Proibir aterros em áreas propícias a alagamentos, visando assim não ter impacto ambiental (enchentes).
– Criar Associação de Catadores de Lixo no Município, visando o desenvolvimento deste projeto a nível regional, sendo criado um bem estar social, e formalizando a renda através da associação para os profissionais da reciclagem.
– Criar depósito de lixo hospitalar, orgânico e industrial.

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