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Rede Feminina promove o Outubro Rosa

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Rede Feminina promove o Outubro Rosa
Movimento é realizado desde 2009 em Timbó e visa estimular o combate ao Câncer de Mama …

Neila Daronco/JMV

Foto: Neila Daronco

TIMBÓ – Quem observou a Prefeitura de Timbó, a Igreja Santa Terezinha e a Igreja da Ressurreição e a Caixa Econômica Federal nessa semana, viu que há uma linda decoração com laços em cor de rosa nesses ambientes. Muitas pessoas estão usando um laço rosa no peito, para divulgar o movimento Outubro Rosa, da Rede Feminina de Combate ao Câncer, realizada em todo o país.
Em Timbó, é o quarto ano que a Rede Feminina, presidida pela voluntária Marly Vieira Hass, adere ao movimento que busca estimular as mulheres na luta contra o Câncer de Mama bem como sensibilizar o poder público da necessidade de dar atenção à doença, oferecendo exames de mamografia gratuitamente a todas as mulheres acima dos 40 anos. “Como forma de despertar o interesse e chamar atenção para esse tema, decoramos de rosa algumas instituições com a cor rosa, que é símbolo da mulher assim como a mama. Queremos diminuir o número de mulheres com esse tipo de câncer, já que se detectado precocemente, pode ser evitado em 95% dos casos”, afirmou a presidente da Rede Feminina de Combate ao Câncer de Timbó.
Entretanto, a grande dificuldade das mulheres é conseguir o exame de mamografia quando precisam com urgência. Nesse sentido, o Outubro Rosa também existe para que a conquista da lei em que obrigada o Governo a conceder a mamografia gratuita a todas as mulheres acima dos 40 anos, seja cobrada pelas mulheres. “A orientação é que, se a mulher encontra algum nódulo durante o autoexame das mamas, ela precisa em 30 dias, ter o diagnóstico do problema. Pois, no caso de um tumor, se detectado logo, a chance de cura é altíssima. E é por isso que batalhamos pela realização do exame, por saber que há chance de cura”, afirma Marly.
A presidente da Rede Feminina ressalta que o autoexame é importante nesse processo. A mulher que conhece seu corpo vai identificar precocemente se houve alguma alteração. “A mulher que sempre faz o autoexame de suas mamas vai saber que algo está diferente se de repente encontrar um nódulo e vai procurar um médico para saber o que está acontecendo. Agora, a mulher que nem sempre faz o autoexame, se encontrar um nódulo, terá dúvidas se ele sempre esteve ali ou é recente. Vale lembrar que nem todo nódulo é um câncer, por isso quanto mais cedo conhecer nosso corpo e ter a orientação de um médico é importante nesse diagnóstico”, ressaltou Marly.


O CÂNCER DE MAMA
É uma doença que se caracteriza pela multiplicação anormal de células da mama, configurando-se em tumor. Vale destacar que nem todo tumor de mama é maligno e nem todo nódulo no seio é câncer. Através da mamografia e exames específicos poderá obter-se o diagnóstico preciso.
Entre as alterações da mama, a pele pode ficar avermelhada com um aspecto de casca de laranja e ainda, alterações nos mamilos. Entretanto, os nódulos em estágio inicial não são percebidos durante o toque, somente através da mamografia. Por isso é tão importante realizar o exame, pois com ele é possível identificar precocemente e ter um diagnóstico. E mais rápido realizar o tratamento, se necessário.
 

PREVENÇÃO
Os fatores de risco podem ser modificáveis e não modificáveis. Aqueles que não se modificam são: aumento da idade, primeira menstruação precoce, menopausa tardia, ausência de filhos ou primeira gestação após os 30 anos, além do histórico familiar, a hereditariedade.
Já os modificáveis são aqueles do aspecto de vida de cada mulher: tabagismo, ingestão de álcool, excesso de peso, amamentação.
 

CASOS NO BRASIL
O Câncer de Mama é o segundo mais frequente no mundo. O mais comum entre as mulheres, com 22% dos casos novos a cada ano. Segundo dados do Inca, no Brasil, as taxas de mortalidade continuam elevadas, provavelmente porque a doença é diagnosticada em estágios avançados. Na população mundial, a sobrevida após cinco anos, é de 61%.
Relativamente raro antes dos 35 anos, sua incidência acima desta faixa etária cresce rapidamente. Entretanto, há casos em função de uma situação hereditária que mulheres jovens, antes dos 35 anos já estejam desenvolvendo esse tipo de câncer.
O Inca fez uma estimativa de 52.680 novos casos em 2012, só no Brasil e Santa Catarina integra esta estatística. Não deixa que ele aumente. Previna-se e faça a mamografia se você já tem 40 anos, ou, se há casos na família, o exame deve ser feito a partir dos 30 anos.
 

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