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Agricultores iniciam o processo de semeadura do arroz

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Agricultores iniciam o processo de semeadura do arroz
Timbó e Doutor Pedrinho são os municípios que mais investem na produção do grão …

CLARICE GRAUPE DARONCO/JMV

Foto: EVANDRO LOES/JMV

CLARICE GRAUPE DARONCO/JMV
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TIMBÓ – O arroz irrigado em Santa Catarina é cultivado em aproximadamente 149.000 hectares, distribuído em cinco regiões distintas por suas condições geográficas e edafoclimáticas: Alto, Médio e Baixo Vale do Itajaí, Litoral Norte e região Sul de Santa Catarina.
Segundo informações dos extencionistas da Epagri de Timbó e Doutor Pedrinho, dois dos municípios do Médio Vale do Itajaí, mais envolvidos na produção de arroz, a orizicultura catarinense é conduzido em 100% da área no sistema conhecido como pré-germinado, no qual a semeadura é efetuada em lâmina de água, com sementes pré-germinadas. Santa Catarina detém um dos maiores índice de produtividade do Brasil, 7,1 toneladas por hectare. As condições edafoclimáticas das regiões do Médio e Baixo Vale e Litoral Norte permitem que se faça o cultivo do rebrote, ou cultivo da soca do arroz e, com isso os produtores podem alcançar rendimentos de 10 a 12 t/ha em uma única safra.
De acordo com os técnicos, as principais cultivares atualmente em uso no Estado são: Epagri 108, Epagri 109, SCS 112, SCSBRS Tio Taka e SCS 114 Andosan, todas de ciclo longo, alta capacidade produtiva, resistência ao acamamento, elevado rendimento de engenho, grãos longo-finos e adequados à parboilização e beneficiamento como arroz branco.  “Todas as cultivares desenvolvidas na Epagri são adaptadas ao sistema pré-germinado”, observam os extencionistas.
O principal produto da agroindústria catarinense de arroz é o parboilizado, o qual é comercializado, principalmente nos estados do Paraná, São Paulo, Rio de Janeiro e estados do Nordeste brasileiro. O consumo de arroz beneficiado pelos catarinenses é em torno de 250 mil toneladas anuais, representando apenas 25% da quantidade total produzida.  A modernização do parque industrial catarinense, aliada à produção das novas cultivares lançadas pela Epagri de alto rendimento industrial, permitiram à indústria obter arroz branco e, parboilizado de cor mais clara, grãos maiores e uniformes, possibilitando desta forma ao produto catarinense competir com vantagens no mercado nacional.

Timbó tem 70
produtores de arroz
Segundo o extencionista da Epagri Escritório de Timbó, Nilto Barella, em Timbó a lavoura de arroz está na fase de semeadura. “Atualmente existem 70 propriedades onde se cultiva arroz irrigado, mas apenas 30 agricultores ainda estão na atividade, sendo que os  demais, arrendaram para terceiros, ou seja para os 30 que seguem na produção”, destaca Barella ao adiantar que neste ano, existe a nova cultivar 117.
A nova cultivar, desenvolvida pela Epagri tem características que destacam-se por apresentar tolerância ao herbicida Only; elevado potencial de produtividade; tolerância ao acamamento; adaptação ao sistema pré-germinado; estabilidade de produção, alto rendimento industrial; excelente qualidade culinária e adequação ao processo de parboilização. De acordo com Barella os agricultores estão otimistas com a nova produção, e também em razão do preço por saca, que atualmente esta atingindo até R$ 34,00/saca.

Doutor Pedrinho investe na produção de arroz
O cultivo de arroz é mais que a força motriz da agricultura de Doutor Pedrinho: é parte de sua paisagem, de suas características. Segundo o prefeito do município, Hartwing Pershun, a economia local está baseada na agricultura, principalmente no cultivo de arroz irrigado com produção anual estimada em 5.440 toneladas.
Para atender os produtores de arroz, em especial no período da semeadura, a Prefeitura dispõe de maquinário. Para garantir mais agilidade neste processo de atendimento, a Administração Municipal, firmou convênio com o Ministério de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), no valor de R$ 300.000,00, sendo R$ 285.187,50 recursos oriundos da OGU, através de emenda parlamentar individual do deputado Federal,  João Pizzolatti e o valor de R$ 14.812,50 como contrapartida do município, para a aquisição de uma carregadeira nova sobre pneus.
Também foi adquirida pela Administração Municipal uma retroescavadeira com acoplagem de rompedor hidráulico, através do convênio firmado entre o município e o Mapa, no programa Prodesa. O valor total do convênio foi de R$ 298.000,00, sendo R$ 292.040,00 oriundos da OGU, emenda do deputado Federal, Décio Lima e os R$ 5.960,00 restantes de contrapartida do município.
Com essas duas aquisições, o produtor rural poderá ser atendido com mais agilidade e qualidade, melhorando a área de cultivo, estimulando assim, o aumento da produção agrícola. Serão beneficiadas atividades agropecuárias diretamente e indiretamente como o arroz irrigado, milho, mandioca, fumo e feijão. “Com essas aquisições tornar-se viável executar o melhoramento dos acessos às propriedades rurais e o escoamento da produção, contribuindo para que o produtor continue seu trabalho na área rural”, explica Pershun.

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