Doenças do Inverno e Covid-19: como diferenciar?
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“O frio chegando e com ele, as doenças de Inverno, que nos deixam em alerta. Gripes, resfriados, pneumonia e o aumento da exacerbação de doenças crônicas, como alergias, rinite, asma e outras doenças pulmonares”. Com essas colocações o médico, especialista em otorrinolaringologia, Guilherme da Cunha Galvani (CRM: 15642) fala sobre as doenças de Inverno e a Covid-19.
O profissional observa que nessa época, devido ao frio, as pessoas tendem a se aglomerar mais em locais fechados, sem ventilação natural, fazendo com que ocorra um aumento das doenças virais, inclusive da Covid-19. “Mas, como fazer para diferenciar essas várias doenças da Covid-19?”, questiona Galvani
De acordo com o especialista “alguns sinais de alerta podem fazer a suspeita da infecção pelo Coronavírus ser maior. A falta de ar com piora gradativa, presença persistente de febre, perda do olfato e do paladar, dor de cabeça e mal-estar intensos são mais frequentes na Covid-19”.
O profissional destaca que o Ministério da Saúde classifica a doença em 5 níveis, de acordo com a severidade dos sintomas: assintomáticos, leves, moderados, graves e críticos.
Os casos leves, explica Galvani “apresentam tosse, coriza e dor de garganta, que podem vir ou não acompanhados de perda do olfato e do paladar, mal-estar, febre, calafrios, dor de cabeça, diarreia, dor abdominal, fadiga e dor muscular”.
Já os casos moderados, segundo o médico, podem incluir, além dos sintomas leves, tosse e febre persistentes e sinais de piora progressiva de outros sintomas relacionados à doença, como cansaço intenso, falta de apetite e diarreia. Os pacientes, neste estágio, podem apresentar pneumonia sem sinais de gravidade.
Os casos graves são aqueles que apresentam a Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), que é uma complicação das doenças virais, com sintomas como falta de ar ou desconforto respiratório, pressão no tórax e saturação de oxigênio no sangue menor que 95%. “Na fase crítica, aquela mais grave da doença, os pacientes apresentam sepse (resposta inflamatória que se espalha pelo organismo), desconforto respiratório agudo, insuficiência respiratória e pneumonia graves. Geralmente, os pacientes precisam de suporte ventilatório e internação em leito de UTI”, ressalta o profissional ao frisar que o mais importante, se você apresentar quaisquer sintomas, é fazer o isolamento social, inclusive das pessoas da sua casa que não apresentam sintomas.
O especialista destaca ainda que “infelizmente, algumas vezes, a doença é silenciosa e pode passar despercebida. Por isso, fique atento e procure atendimento se sentir piora dos sintomas”.
Vacina contra a influenza
A vacina da gripe deve ser tomada anualmente. Em Timbó a Vigilância Epidemiológica informa que ainda está disponível nas unidades de Saúde a vacina contra a influenza para criança de seis meses a menores de seis anos, trabalhadores de Saúde, idosos, gestantes, puérperas e trabalhadores da Educação que não foram imunizados, assim como para os demais grupos que estão abertos neste momento.
Segundo a direção da Vigilância Epidemiológica os profissionais de Saúde que receberam a vacina contra a Covid-19, também tem o direito de receber a vacina da influenza e devem se vacinar. A influenza também é um agravo importante e pode levar a óbito também.
Cuidados básicos
*Higienize as mãos com frequência e de modo adequado;
*Tenha uma alimentação equilibrada e rica em vitamina C.
*Lave as narinas com soro fisiológico, para mantê-las umedecidas.
*Deixe bacias e toalhas molhadas nos ambientes ou utilize um umidificador, porém, a manutenção do aparelho deve ser feita com cuidado para que ele não tenha o efeito contrário e espalhe mais agentes infecciosos no ambiente.
*Ao sair de casa, agasalhe-se bem.
*Mantenha a casa limpa e sem poeira e lave cortinas, cobertores e tapetes, além das roupas e lençóis que tenham ficado guardados por muito tempo.
*Ursos de pelúcia e outros itens que possam acumular poeira também devem ser limpos com maior frequência.



