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Aumento do IOF: como isso afeta sua vida

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Aumento do IOF: como isso afeta sua vida

Clarice Graupe Daronco

Foto: Divulgação

“No dia 20 de setembro de 2021 passaram a valer as novas alíquotas do Imposto sobre Operações de Crédito, Câmbio e Seguro (IOF). Essa medida aumenta a carga tributária e foi implantada para financiar o novo programa que substitui o Bolsa Família do governo Jair Bolsonaro, o Auxílio Brasil”. A informação é da professora e economista Chefe da Finper Consultoria e Perícia Financeira, Ticyane Pinto.

De acordo com a profissional “foi uma medida um tanto quanto polêmica, pois não foi discutido nem na Câmara e nem do Senado, foi um decreto presidencial assinado dia 16/9 e estará em vigor até dezembro de 2021”.

O que vai mudar: *Operações para pessoas físicas: a alíquota diária de 0,0082% (até 3% ao ano) passará a ser de 0,0112% (até 4,11% aa); *Operações para pessoas jurídicas (empresas): a alíquota diária de 0,0041% (até 1,50% aa) passará a ser de 0,00559% (até 2,04% aa). “Apenas as pessoas jurídicas do Simples Nacional e MEIs, não terão aumento no IOF”, observa a professora.

Onde há a incidência do IOF: *Usar o cartão de crédito em compras fora do país (online ou presencialmente); *Atrasar o pagamento da fatura (pois o valor entra no rotativo) *Comprar ou vender moeda estrangeira; *Fazer um empréstimo ou financiamento; *Usar o cheque especial ou crédito rotativo; *Resgatar um investimento antes de 30 dias; *Fazer um seguro.

A profissional destaca que é importante avaliar a real necessidade de novos empréstimos, não acumular dívidas no cartão de crédito e cheque especial, fazer um bom planejamento é o ideal.

Segundo Ticyane “como se não bastasse esse aumento do IOF, foi anunciado dia 22/09, após reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), o aumento da taxa Selic, passando de 5,25 % ao ano para 6,25% ao ano, com uma previsão de alta em 1 ponto percentual para a próxima reunião que ocorrerá em 45 dias. Essa medida foi adotada para conter a inflação, que em algumas capitais já ultrapassa de 10% acumulado nos últimos 12 meses. “Em uma “mensagem importante”, Roberto Campos Neto, presidente do Banco Central, disse que levará os juros “para onde precisar levar”, demonstrando que o limite do ciclo de ajustes está longe do fim”.

A profissional afirma que “se por um lado, pelo fato de a taxa de juros básica da economia ser um importante instrumento de política monetária para conter a alta da inflação, e o Copom então, estar utilizando esta estratégia e definindo reunião após reunião, sucessivos aumentos na taxa Selic, por outro lado, esses aumentos na taxa de juros prejudicam a retomada da economia e seu crescimento, impactando diretamente na geração de novos empregos, pois esse encarecimento do crédito limita novos investimentos”.

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