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Moradores do Edifício Silésia pedem por solução

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Moradores do Edifício Silésia pedem por solução
Prédio foi novamente atingido pelo temporal de granizo e agora apresenta sérios problemas de segur …

CLARICE GRAUPE DARONCO/JMV

Foto: CLARICE GRAUPE DARONCO/JMV

CLARICE GRAUPE DARONCO/JMV
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TIMBÓ – Rostos abatidos, olhar de tristeza e desolação. Assim estão os integrantes das quatro famílias que residem no Residencial Silésia, na rua Silésia, no bairro Araponguinhas. O Residencial que é de dois pisos e comporta oito apartamentos foi fortemente, pela segunda vez, atingido pelo temporal de granizo e vento registrado na noite do dia 4 de novembro.
A redação do JMV já tinha estado no mês de janeiro, quando a cobertura do Residencial tinha sofrido danos, devido a um forte vendaval que atingiu a região e, agora depara-se com uma situação muito pior: os apartamentos da parte superior não tem cobertura, o que não foi arrancado pelo vento está furado, em razão do granizo que caiu.
As paredes estão com sérios problemas de infiltração, a garagem está sem cobertura e todos os pedaços do Eternit da cobertura e até a madeira que é utilizada para dar suporte estão no pátio do prédio e nos terrenos vizinhos. As famílias que residiam na parte superior estão alojadas nos apartamentos da parte inferior, onde um dos donos adquiriu, mas não veio residir e em outros dois que não foram comercializados.
Em conversa com os moradores: Leniro Cordeiro dos Santos, que reside no local com a esposa e o filho; Márcio Loppnow e Silvana Maria Silva Siedlarczyk; Paulinho de Oliveira e Eliane Lisboa com os seus três filhos e, Edmir Camilo de Lima e Danieli Camilo e uma filha, percebeu-se a revolta dos mesmos com a construtora Portal Imóveis que foi responsável pela construção do prédio.
Os moradores relatam que na noite do dia 4 de novembro, os que encontravam-se em casa passaram por momentos desesperadores. “Quando o céu ficou escuro tentei guardar algumas coisas, mas não deu tempo, na primeira queda de granizo a cobertura que é de Eternit e o forro que é de PVC cederam e tudo ficou molhado, não tínhamos para onde correr. Chamei a vizinha e fomos todos nos abrigar debaixo da laje da escada”, conta Silvana ao afirmar que: “o sonho da casa própria virou pesadelo”.
“Desde que entramos aqui estamos vivendo um mundo de tortura, pois sugamos muito para conseguirmos recursos para termos um lar, que agora está molhado não só da chuva que caiu na noite do dia 4, como também das nossas lágrimas, pela perda de tudo o que conquistamos: casa, móveis, eletrodomésticos, roupas, documentos, tudo. Cadê a nossa justiça”.
Questionado sobre o que eles querem, sendo que todos já buscaram atendimento jurídico e também estão mantendo contato direto com a gerência da Caixa Econômica Federal, eles afirmaram que querem que o contrato seja cancelado o contrato e, que eles possam ser transferidos para outro local, pois de acordo com eles o prédio não oferece segurança para que as famílias continuem morando nele.
“São 18 meses de prestações que já foram pagas e, o valor delas nós vamos tentar recuperar na Justiça, agora o que queremos mesmo é outro lugar para morar, pois não dá para ficar aqui, não conseguimos trabalhar e muito menos dormir em paz”, declaram eles.
Bombeiro verifica segurança do prédio
O 3º Sargento da 2ª Companhia de Bombeiros Militar de Timbó, Volnei Jose Tomaz, esteve na manhã de terça-feira, dia 13 de novembro, realizando uma vistoria no prédio do Residencial Silésia. De acordo com Tomaz, o trabalho que compete aos Bombeiros é a questão da segurança, ou seja, o Bombeiro quando vai avaliar um prédio que está em construção ele verifica a implantação dos sistemas preventivos, como a central de gás; luz de emergência; corrimões seguros, extintor e saídas de emergência.
No prédio em questão, foram encontrados alguns problemas que precisam ser resolvidos. Constatou-se que a cobertura está com aproximadamente 40% danificada (telhas e madeiras), fissuras nas paredes de alguns dos apartamentos, infiltrações em virtude de vazamentos hidráulicos e, dois apartamentos estão com os forros de PVC totalmente destruídos. A cerca de proteção está solta, provocando risco a quem nela se apoiar.
Outro detalhe verificado pelo 3º Sargento foi no pavimento térreo que está com os quatro apartamentos habitados, sendo que os mesmos apresentam infiltrações gerados pelos problemas registrados no pavimento superior; os apartamentos ocupados não utilizam gás da central, sendo que todos tem botijões de gás na residência, fato que é considerado de alto risco; a escada de acesso ao segundo piso está com os corrimões e guarda corpo solto; a central de gás está desativada e os dispositivos danificados; a canalização do gás deveria ser enterrada e envolvida em concreto e, existe um abrigo de medidores de gás que está desativada.
No quesito extintor está faltando uma unidade próxima a central de gás. As luminárias de emergência, que são três no pavimento superior não estão em funcionamento e no pavimento inferior existe uma luminária de emergência que não está funcionando e estão faltando mais duas.
A conclusão do 3º sargento resume-se a necessidade de solicitar a Prefeitura, através da Secretaria de Planejamento, Trânsito e Meio Ambiente, que encaminhe um engenheiro civil para a conclusão do laudo técnico e que posteriormente seja encaminhado aos proprietários para que tomam as devidas providências.  “Ou seja, todos os pontos irregulares apontados neste laudo devem ser cumpridos”, destaca Tomaz.

 

Caixa não tem responsabilidade com a estrutura

O gerente da Caixa Econômica Federal de Timbó, Juliano Miranda explicou que está havendo um equívoco quando os moradores repassam a responsabilidade da construção do prédio para a Caixa Econômica.
“Na realidade existem um engano na forma que essa situação está sendo tratada, pois a Caixa é um banco, é uma instituição financeira. A Caixa emprestou o recurso para os moradores adquirirem um apartamento, nesse sentido os técnicos da instituição avaliaram apenas o imóvel depois de pronto, para ver a garantia do empréstimo, isso não compromete a Caixa com a construção do prédio”, explica o gerente ao relatar que existem duas modalidades de empréstimo: uma onde a Caixa participa desde a construção, que é o chamado financiamento na Planta, outra onde a Caixa apenas financia o imóvel, assim como um banco financia um automóvel, a instituição não acompanha o processo de produção do automóvel, apenas empresta o dinheiro de acordo com o valor estimado do veículo.
“Esse foi o caso do Edifício Silésia, ou seja, a avaliação que a Caixa realizou foi somente para servir de valor de garantia e não como construção”.
Sobre a situação dos moradores, Miranda observa que eles precisam organizar a documentação e acionar o seguro para cobrir os problemas.
“A seguradora já foi acionada em janeiro desde ano, quando aconteceu o primeiro problema e agora devem acionar novamente para conseguir efetuar os reparos necessários”, aconselhou o gerente.
 

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