Estudantes devem ficar atentos às mudanças ortográficas
Após três anos de adaptações, vestibulares e escolas entram no ritmo da nova mudança ortográfi …
TAÍSE HEBERLE DE LIMA/JMV
TAÍSE HEBERLE DE LIMA/JMV
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TIMBÓ – A partir de janeiro de 2013, entra oficialmente em vigor as novas regras ortográficas, após três anos para adaptação, ela entra com tudo e modifica as normas dos vestibulares de todo o Brasil. Portanto, para quem pretende realizar o concurso vestibular, muita atenção.
Conforme a professora de português da rede pública municipal e também particular de Timbó, Queli Cristina Bona Busarello, os professores e profissionais da área da Língua Portuguesa passaram por cursos de aperfeiçoamento em 2009. “Há o site da Academia Brasileira de Letras, que é uma fonte segura de pesquisa, em caso de dúvidas é só consultá-lo,” revela a professora, lembrando que nesse site encontram-se todas as palavras que fazem parte do vocabulário da Língua Portuguesa.
Durante o período de adaptação as duas regras foram permitidas, a professora explica que “no entanto nesse período, as correções realizadas pelos professores foram fundamentais para a aprendizagem”.
Sobre o processo de adaptação a professora Queli lembra que as novas normas de ortografia passaram a ser válidas já em 2009, mas que esses últimos três anos serviram para professores, profissionais e alunos se aperfeiçoarem nas novas regras. “Isso significa que durante esses três anos buscou-se trabalhar as regras, familiarizando os alunos com as mudanças, durante o ano corrente, o conceito de certo e errado na ortografia passou a valer”, afirma.
Confira na tabela ao lado com as principais mudanças na ortografia:
Principais mudanças ortográficas
* As letras K, W, Y entraram, oficialmente, no alfabeto português. No entanto, continuam sendo usadas nas abreviaturas, estrangeirismos e substantivos próprios.
* O trema foi eliminado das palavras de origem portuguesa. Nos nomes de origem estrangeira, permanece. Ex.: Schütze.
* Ditongos orais abertos nas paroxítonas perderam o acento gráfico:
ji-boi-a, i-dei-a, he-roi-co.
Mas permanece se o ditongo não estiver na paroxítona: he-rói / a-néis
* Nos hiatos EE e OO não há mais acento: vo-o / en-jo-o / le-em
* Para, pelo, polo, pera, em caso algum, têm acento.
No caso de hífen com prefixos:
* Usa-se o hífen diante de palavra iniciada por H. Ex.: anti-higiênico. Não se usa o hífen quando o prefixo termina em vogal diferente da vogal com que se inicia o segundo elemento. Ex.: autoescola, semianalfabeto.
* Não se usa o hífen quando o prefixo termina em vogal e o segundo elemento começa por consoante diferente de r ou s. Ex.: autopeça, microcomputador.
* Não se usa o hífen quando o prefixo termina em vogal e o segundo elemento começa por r ou s. Nesse caso, duplicam-se essas letras por causa da pronúncia. Ex.: antirrugas, minissaia.
* Quando o prefixo termina por vogal, usa-se o hífen se o segundo elemento começar pela mesma vogal. Ex.: anti-inflamatório, micro-ondas.
* Quando o prefixo termina por consoante, usa-se o hífen se o segundo elemento começar pela mesma consoante. Ex.: super-resistente.
A professora de Língua Portuguesa lembra que há outras regras que sofreram modificações, porém essas são as principais.





