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As maravilhas da natureza preservadas em conjunto com a água

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As maravilhas da natureza preservadas em conjunto com a água
Projeto da Furb vai recuperar 500 hectares do Parque Nacional da Serra do Itajaí …

CLARICE GRAUPE DARONCO/JMV

Foto: Arquivo / JMV

CLARICE GRAUPE DARONCO/JMV
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INDAIAL/BLUMENAU – O Parque Nacional da Serra do Itajaí – PNSI, criado oficialmente em 2004, conta com uma área total de 57 mil hectares abrangendo nove municípios de Santa Catarina. O parque possui a terceira maior reserva de Mata Atlântica brasileira, o bioma mais ameaçado do país, com menos de 8% da área original. Com o objetivo de realizar um trabalho de recuperação de aproximadamente 500 hectares do Parque, a Universidade Regional de Blumenau (Furb) assinou no último mês um convênio no valor de R$ 4,88 milhões com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).
O convênio, que integra o Projeto Restaurar, coordenado pelo Departamento de Engenharia Florestal e pelo Programa de Pós-Graduação em Engenharia Florestal da Furb, terá duração inicial de quatro anos e é o único, entre os 16 aprovados pelo banco, a ser realizado por uma universidade. Os estudos devem iniciar em fevereiro de 2013.
Além de utilizar técnicas para acelerar o processo de recomposição da floresta na área – atualmente formada na maior parte por pastagens, os pesquisadores envolvidos no projeto querem compreender como acontece o processo ecológico de restauração florestal no bioma Mata Atlântica. Segundo informações do professor doutor Marcelo Diniz Vitorino, coordenador do Restaurar, existem ainda muitos poucos projetos como este no Brasil, e menos ainda são os que buscam entender qual o papel de animais e espécies de plantas, bactérias e fungos neste processo, como o solo se comporta, entre outras questões. Este é o diferencial do projeto.
 De acordo com ele, mais do que apenas plantar mudas de espécies nativas, o que os especialistas denominam recuperação, a restauração de uma área, como a proposta pelo projeto, leva em consideração critérios aprofundados e realiza estudos científicos durante toda a intervenção no ecossistema.
A equipe coordenada por Vitorino terá dois servidores do Departamento de Ciências Biológicas (o doutorando Carlos Eduardo Zimmermann e o professor doutor Juarês José Aumond), além de cinco professores doutores do Departamento de Engenharia Florestal: Alexander Christian Vibrans, Jorge Alberto Müller, Julio Cesar Refosco, Lauri Amandio Schorn e Tatiele Anete Bergamo Fenilli. Os pesquisadores terão apoio de 20 funcionários, que serão contratados na própria comunidade do entorno do Parque Nacional, além de quatro profissionais das áreas de biologia e engenharia florestal e 10 acadêmicos da Furb.

 

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