Jhony Karsten vai responder processo em liberdade
Nova sessão foi agendada para o dia 22 deste mês, onde será ouvida a última testemunha …
TAÍSE HEBERLE DE LIMA/JMV

TAÍSE HEBERLE DE LIMA/JMV
O acusado de matar Ariana Arndt foi solto pela Justiça após a segunda audiência sobre o caso, ocorrida nesta terça-feira, 15 de janeiro, no Fórum de Timbó. Johny Osmar Karsten, de 22 anos, vai responder o processo em liberdade. Uma nova sessão foi marcada para terça-feira, dia 22 de janeiro. Ariana desapareceu em junho de 2012 em Timbó e foi encontrada morta um mês depois.
A audiência desta terça-feira durou três horas e meia. Essa foi à segunda sessão do processo e foram ouvidas sete testemunhas de defesa. A mãe de Ariana, Iara Donato, também prestou depoimento, já que não pôde comparecer na primeira audiência de acusação, ocorrida em novembro de 2012.
Johny Osmar Karsten era o namorado de Ariana quando ela desapareceu e foi preso preventivamente no dia em que o corpo foi encontrado. Na audiência desta terça o juiz Ubaldo Ricardo da Silva Neto ouviu o acusado e permitiu que ele responda o processo em liberdade.
Para o advogado de Johny, Jeremias Felsky, "o juiz entendeu por bem que não estão mais presentes os motivos que justifiquem a manutenção da prisão cautelar e determinou a liberdade provisória mediante algumas condições". Ainda segundo o advogado, o jovem negou que tenha cometido homicídio e a defesa aguarda a perícia técnica, que "vai dar o verdadeiro norte do processo". Johny ainda pode ir a júri popular e ser novamente preso.
Na próxima audiência, a última testemunha do processo será ouvida. Trata-se do médico que fez a perícia no corpo de Ariana.
O promotor Alexandre Serratini acredita que "a liberdade que Jhony hoje goza é provisória e que ele apenas usufrui dessa liberdade se cumprida algumas decisões". Um dos alicerces dessa liberdade é que ele comprovou o endereço de sua residência, o mesmo que ele terá de sempre comprovar. "Mudou de endereço, terá de comunicar ao Fórum", salienta o promotor.
"Continuo com a mesma posição, o depoimento de Jhony é completamente evasivo, para mim ele é o autor da morte de Ariana. Ele não consegue explicar horários, o fato de que três testemunhas viram ele com a vítima no dia do crime, inclusive na ponte que liga o Pavilhão ao Complexo Esportivo e ele continua afirmando que não se encontrou com a vítima no dia do crime", explica Serratini.
Conforme o advogado de Defesa, Jeremias Felsky, Jhony permaneceu com prisão decretada nesse período, pois havia indícios de que ele poderia prejudicar o andamento das investigações, através de ameaças à testemunhas. Jeremias explica ainda, que com a liberdade provisória Jhony precisa cumprir algumas normas como: não se ausentar da comarca sem autorização expressa do magistrado, se recolher ao lar das 18h às 6h, nos finais de semana deve permanecer recolhido em sua residência e ter um emprego formal, também precisa se apresentar todas as sextas-feiras em cartório para assinar termo de comparecimento e comprovar que está tendo atividade laboral lícita.
Felsky acredita que há a possibilidade de não haver júri popular. "Há sem dúvidas um corpo morto, os indícios pesavam contra Jhony e isso é normal, porque ele era uma pessoa extremamente próxima a ela, mas não há a comprovação concreta de que ele tirou a vida da moça", relata o advogado do acusado.
Na noite de terça-feira, Jhony foi submetido a uma avaliação psicológica no Hospital de Florianópolis, requisitado pelo advogado. "Eu quero apenas comprovar que ele é portador de saúde mental, que ele não tem tendência homicida, pois ele não tem motivos de acabar com a vida da vítima e que ele está falando a verdade", finaliza o advogado de Jhony.
TIMBÓ –





