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Facisc lidera campanha para reduzir impostos

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Facisc lidera campanha para reduzir impostos
Brasileiro trabalha em média 150 dias para dar conta da carga tributária sobre os produtos que con …

CLARICE GRAUPE DARONCO/JMV

CLARICE GRAUPE DARONCO/JMV
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TIMBÓ – Todos sabem que a carga tributária brasileira é um absurdo. De acordo com cálculos do Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário (IBPT), em 2012, o contribuinte brasileiro destinou, em média 40,98% de seu rendimento bruto para o pagamento de impostos. Ou seja, trabalhou 150 dias para dar conta da carga tributária. Em uma análise mais longínqua, o brasileiro vive em média 72 anos e trabalha 36 para pagar tributos.
Segundo estudos, quando o consumidor vai ao supermercado, por exemplo, não se dá conta do valor que pagam em imposto embutido nos produtos que adquirem. A cachaça e a vodka, só para citar alguns produtos líderes de tributos, possuem em seus preços surpreendentes 82% . Isso quer dizer que, ao adquirir uma garrafa de cachaça, que custa em média R$ 10,00 o consumidor estará pagando exatos R$ 8,20 somente em impostos. Sem eles, o mesmo produto custaria R$ 1,80.
É correto afirmar que pagar uma média de 40% de carga tributária naquilo que se adquire é um preço muito alto. Não é à toa que muita gente recorre a outros países para fazer compras. Em nossa região, isso fica cada vez mais evidente, devido as facilidades com a proximidade da fronteira com o Paraguai, onde os impostos não chegam perto aos dos cobrados no Brasil.
Diante de toda a situação, a Federação das Associações Comerciais de Santa Catarina (Facisc) está conduzindo no Estado a campanha “Eu quero um Brasil com menos tributos”, criada pelo Movimento Brasil Eficiente. A proposta é sensibilizar a população sobre a importância de diminuir o peso da carga tributária, mostrando exemplos de produtos e serviços.
De acordo com informações da Assessoria de Imprensa da Facisc, a entidade pretende colher no estado 300 mil assinaturas, pelo site www.facisc.org.br/mbe. A meta nacional é colher 1,4 milhão de assinaturas, número necessário para apresentar ao Congresso Nacional um projeto de lei de iniciativa popular, reduzindo a carga tributária. A ação é semelhante à mobilização que resultou na Lei da Ficha Limpa, um projeto proposto pela vontade da população.
De acordo com informações do presidente da entidade, Alaor Tissot, a diminuição dos impostos é uma das principais bandeiras da Facisc, e busca não apenas contemplar o setor empresarial, mas também deixar mais leve o bolso do cidadão.
Tissot afirma que o Brasil tem uma das cargas tributárias mais elevadas do mundo: 32,4% do Produto Interno Bruto (PIB). Além disso, é necessário que os recursos obtidos através dos impostos pagos ao governo tenham sua destinação devida, que são investimentos na infraestrutura, educação, saúde e segurança.
O presidente explica que a campanha não tem vinculação político-partidária, mas busca educar o cidadão para a importância do tema e mostrar que os encargos atuais inviabilizam os investimentos e o crescimento econômico do País. Para Tissot, a redução dos tributos é essencial para o Brasil alavancar sua economia, além do controle dos gastos públicos.
Recentemente, a entidade comemorou a lei que obriga a discriminação do imposto na nota fiscal de um produto ou serviço (Lei n° 12.741/12). A legislação é resultado de mobilização nacional que teve origem em Santa Catarina: o Feirão do Imposto, que buscou mostrar à população o peso do tributo no preço de produtos e serviços. A iniciativa foi do Conselho Estadual do Jovem Empreendedor de Santa Catarina (Cejesc), que faz parte da Facisc.
 

 

Veja quanto você paga de impostos

 

Açúcar: 32%
Feijão: 17%
Arroz: 17%
Pão francês: 17%
Manteiga: 36%
Água: 38%
Leite: 19%
Caipirinha: 77%
Cerveja: 56%
Café: 20%
Refrigerante: 46%
Carne bovina: 17%
Gasolina: 53%
Papel higiênico: 40%
Sabonete: 37%
Pasta de dente: 35%
 

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