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Timbó possui quatro mil metros de ciclovias

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Timbó possui quatro mil metros de ciclovias
TIMBÓ ? No município de Timbó existem ciclovias, ciclofaixas e passeios compartilhados, todos pro …

BRUNA LALINE RAMOS/ESTAGIÁRI/AJMV

Foto: Bruna Laline Ramos/JMV

BRUNA LALINE RAMOS/ESTAGIÁRI/AJMV
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TIMBÓ – No município de Timbó existem ciclovias, ciclofaixas e passeios compartilhados, todos projetados para oferecer maior segurança aos ciclistas. De acordo com o secretário de Planejamento, Trânsito e Meio Ambiente, Fabiano Martins Adriano, ao todo, são cerca de 4 mil metros desses espaços, localizados em diversas ruas da cidade.
Ainda segundo ele, são 87 metros de ciclofaixa na rua General Osório, próximo ao Lojão Astral; 72 metros de passeio compartilhado em ambos os lados da ponte, também na rua General Osório; 768 metros de ciclovia na Avenida Getúlio Vargas; 605 metros de ciclofaixa em ambos os lados da Avenida Kurt Benecke; 72 metros de ciclovia na Rua Araponguinhas, em frente à escola Nestor Margarida; 251 metros de passeio compartilhado na rua Fritz Lorenz, em frente à Souza Cruz; 1035 metros de ciclofaixa na rua Oscar Piske, desde a rua Marechal Deodoro da Fonseca, até a rua Israel; e 1037 metros de ciclovia em ambos os lados da rua Pomeranos, desde a rua Frederico Schumann, até rua Alfredo Laemmel.
Adriano afirma que existem projetos para implantação de novos trechos de ciclovias, ciclofaixas e passeios compartilhados, mas ainda não há um prazo definido para dar início as obras. “Nós estamos trabalhando para que isso ocorra o mais breve possível”, enfatiza. Essas implantações devem ocorrer nas ruas Oscar Piske e Fritz Lorenz, com aproximadamente 2.500 metros em cada uma delas, e também na rua Pomeranos, com cerca de 2.000 metros.
“A questão das ciclovias é um processo e, como todo processo, precisa de melhorias e revisões constantes. Cada vez que um novo trecho cicloviário é projetado, é preciso levar em conta situações como a topografia do trecho, largura da pista de rolamento ou da calçada e a questão da possível redução das vagas de estacionamento em frente as áreas comerciais. Enfim, existem vários fatores que precisam ser estudados, inclusive a questão da própria integração entre os trechos já existentes, antes de se iniciar a delimitação de uma nova ciclovia, ciclofaixa ou passeio compartilhado”, explica Adriano.
Ainda segundo ele, proporcionar condições seguras para o uso da bicicleta é uma questão importante em todo o país, e aqui em Timbó não é diferente. “Além de a bicicleta ser uma forma alternativa e saudável de transporte, criar uma rede cicloviária bem estruturada colabora com a redução do número de veículos nas ruas e, consequentemente, com a diminuição de poluentes no Meio Ambiente”, complementa.

Ciclistas timboenses
A tradição do ciclismo é um dos traços da cultura local, já que diariamente famílias utilizam a bicicleta como meio de transporte e de lazer. Somente em Timbó, há diversos grupos de pedal, que se encontram semanalmente e chegam a reunir mais de 60 ciclistas que buscam a prática esportiva para melhorar sua qualidade de vida. Segundo Leonísio Voltolini, integrante dos grupos de pedal SOS Bikes e Timbó Net, é difícil saber quantos ciclistas têm em Timbó, mas esses que fazem parte dos grupos semanais devem somar cerca de 150 pessoas.
A ciclista Tatiana Honczaryk, praticante do esporte há mais de sete anos, observa que o número de ciclistas está aumentando na cidade. “Isso se justifica por vários motivos, entre eles o prazer de pedalar, a melhora na qualidade de vida e saúde, o companheirismo e amizade e a facilidade de poder entrar em contato com a natureza há poucos quilômetros da cidade”.
Para ela, é importante que haja ciclovias na cidade, para dar segurança a todos esses ciclistas, porém, é preciso que sejam projetadas e testadas por quem realmente pedala. “Digo isso porque há ciclovias mal feitas, que proporcionam perigo aos ciclistas”. Voltolini complementa dizendo que, sem dúvidas, ainda tem muito para ser feito em Timbó, para que seja oferecido aos ciclistas a segurança ideal. “Nossa cidade praticamente não tem ciclovias”, comenta.

Circuito Vale Europeu
    Além dos ciclistas timboenses se preocuparem com essa questão das ciclovias, o tema atinge também os turistas que vem pedalar em Timbó e região, principalmente para percorrer o Circuito de Cicloturismo Vale Europeu, que passa pelas cidades de Timbó, Pomerode, Indaial, Rodeio, Doutor Pedrinho, Rio dos Cedros, Ascurra, Benedito Novo e Apiúna.
De acordo com o gestor Regional de Turismo, Ademir Winkelhaus, cerca de 1.200 pessoas percorrem o Circuito do Vale Europeu por ano. Ainda segundo ele, os turistas de São Paulo são os que mais vêm pedalar na região. “Em segundo lugar estão os do Paraná, depois de Minas Gerais e, em quarto lugar, estão os catarinenses”, afirma.
    Pelo fato da região ser conhecida como um bom lugar para se pedalar, Timbó e as cidades vizinhas precisam investir na segurança do ciclista. “A segurança sempre é uma questão a ser estudada, melhorada, reciclada e refeita”, finaliza Winkelhaus.

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