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Pomerodense trabalha na divulgação da falcoaria

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Pomerodense trabalha na divulgação da falcoaria
Ave de rapina com oito meses de idade e com todos os documentos legalizados, recebe treinamento cons …

CLARICE GRAUPE DARONCO/JMV

Foto: arquivo pessoal

CLARICE GRAUPE DARONCO/JMV
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POMERODE – Com o objetivo de difundir a falcoaria, arte esta reconhecida pela Unesco como Patrimônio Cultural Imaterial da Humanidade, o pomerodense, Michel Velem, está treinando uma ave de rapina. Segundo ele, em entrevista ao Jornal do Médio Vale, a sua águia tem oito meses e foi adquirida em criadouro legalizado, de onde já vem nota fiscal e registrada com anilha. Questionado sobre o treinamento, Velem conta que ele mesmo é o treinador, que é chamado de falcoeiro, pois é quem adestra aves de rapina, sendo corujas, gaviões, falcões e águias. “A águia encontra-se em treinamento constante, sendo que tem oito meses de idade e é considerada uma ave juvenil, que  atinge sua maturidade com quatros anos de vida”, explica o treinador.
Ao falar sobre a sua águia, Velem relata que a mesma é uma águia de cauda branca da espécie (Geranoaetus Albicaudatus) nome científico dela. “Para se ter uma ave de rapina é necessário ter tempo, se dedicar, saber da biologia dela, do que se alimenta, entre outras situações”, observa o treinadosrao destacar que ele realiza um treinamento de falcoaria com todas as suas técnicas envolvidas, arte esta milenar, além de apresentação em locais adequados, exposição, ensaios fotográficos, educação ambiental, entre outros trabalhos com esta bela águia.
Velem, que é locutor publicitário e treinador de aves de rapina (falcoeiro), tem por hábito a prática de parapente há 15 anos e faz voos duplos de parapente. Ele conta que tem como hobby estudar sobre a falcoaria, que segundo o dicionário é a arte ou ciência que utiliza técnicas para adestramento de aves de rapina, com o objetivo de capturar presas. De acordo com a história, estudos sobre a falcoaria dão conta que esta arte começou no Extremo Oriente a 1.350 anos A.C ( antes de Cristo ). “Em 2010, a falcoaria foi reconhecida como Patrimônio Cultural Imaterial da Humanidade pela Unesco”, destaca o treinador ao afirmar que a falcoaria vem sendo a cada dia mais praticada no Brasil, com parcerias com o Ibama e empresas privadas, gerando resultados com sucesso em programas educacionais de reintrodução e conservação destes silvestres.
De acordo com Velem, atualmente existem no Brasil, falcoeiros profissionais que atuam no controle ecológico de fauna nos aeroportos, evitando colisões com aeronaves, controle de pombos em galpões, portos, escolas, hospitais, plantações, se tornando um método ecologicamente correto e comprovadamente eficaz. “Também são realizados trabalhos publicitários variados como ensaios fotográficos, exposições em feiras, filmes, comerciais, campanhas de marketing em geral”, detalha ele.
O treinador explica ainda o significado do termo aves de rapina. “Rapina, ‘significa raptar, aves que raptam’ termo utilizado para classificar aves carnívoras que caçam suas presas como corujas, gaviões, falcões e águias. As aves de rapinas são encontradas em quase todos os continentes e no Brasil, temos 92 espécies catalogadas. A variedade de formas e tamanhos é impressionante, havendo espécies com menos de 100 gramas até algumas imponentes como a águia brasileira harpia, que chega a uma envergadura de mais de dois metros e aproximadamente 11 quilos”, relata Velem ao comentar que os rapinantes são verdadeiras máquinas de controle ambiental, fazem parte de uma cadeia alimentar que elimina pragas, e fazendo também a limpeza de algumas presas existentes que estão doentes e fracas para se reproduzirem adequadamente. “Uma coruja por exemplochega a caçar por ano até 3.700 ratos e 5.800 insetos, sendo em volta da sua casa, sem você perceber, uma verdadeira ratoeira, eliminando os ratos que são animais prejudiciais a saúde”, relata ele ao observar que entre as classes de rapinantes estão as águias, o gavião, o falcão e as corujas
Sobre a águia, Velem ainda relata que a imponência da águia fez dela um ser mitológico, símbolo de poder em impérios, nações, exércitos de grandes guerreiros. “A águia é considerada a rainha dos pássaros, é um dos símbolos exotéricos mais antigos da humanidade, usada em brazões, escudos, na arte, bandeiras, emblemas, representando o poder, a determinação, a sabedoria”, explica o treinador ao informar que a águia tem a capacidade de voar muito alto, por este motivo também é símbolo do sol e do céu, associada à nobreza, a elevação espiritual e o poder divino. É o verdadeiro leão dos ares.
Velem comenta ainda que a fauna brasileira tem a maior diversidade do mundo, e a cada ano são descobertas novas espécies. “Por outro lado, infelizmente nosso país também está entre os líderes mundias do tráfico de animais. Para combater este problema, deve-se obter animal silvestre somente se for legalizado, proveniente de criatórios e lojas devidamente licenciadas.
Quem compra animal ilegal está sujeita a pena e multa estipulada por lei, assim como quem vende animais provenientes de tráfico ou maus-tratos de qualquer espécie”, ressalta o treinador pomerodense ao afirmar que para que seja feita uma compra dentro da lei, o criatório ou loja, deve fornecer nota fiscal com seu registro no IBAMA, nome da espécie com número do micro chip ou anilha fechada. Sendo assim, além de ter um animal legalizado você estará preservando as espécies.
 

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