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Mobilizações chegam ao Vale do Itajaí

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Mobilizações chegam ao Vale do Itajaí
Timbó, Indaial e Pomerode têm protestos marcados para acontecer neste final de semana …

CLARICE GRAUPE DARONCO/JMV

Foto: Jaime Batista da Silva

CLARICE GRAUPE DARONCO/JMV
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TIMBÓ – A onda de protestos e mobilizações que estão sendo realizados em diversas cidades do Brasil e do mundo chega ao Médio Vale do Itajaí. Com bandeiras que apontam cinco importantes causas: 1 – Não a PEC37; 2 – Saída imediata de Renan Calheiros da presidência do Congresso Nacional; 3 – Imediata investigação e punição de todos os envolvidos nas irregularidades das obras da Copa do Mundo, pela Policia Federal e pelo Ministério Público Federal; 4 – Criação da Lei que torne atos de corrupção no Congresso crime hediondo e o 5 – Fim do Foro Privilegiado aos políticos do Brasil, pois ele é um ultraje ao artigo 5° da Constituição Federal, os jovens de Timbó convocam à comunidade para participar de um ato de mobilização amanhã, dia 22 de junho, a partir das 10 horas, com concentração na Praça da Thapyoka. Após o grupo seguirá em contramão pela Avenida Getúlio Vargas até a frente da Prefeitura e seguirão até o Parque Central.
Segundo informações de um dos integrantes da organização do evento, Marcos André, o evento será pacífico e contará com o auxilio do Departamento Municipal de Trânsito de Timbó (Demutran). “Os interessados em participar estão convidados a juntar-se ao grupo que está sendo organizado pela página do Facebook: Revolucionários – Timbó, que já conta com mais de 2.200 pessoas confirmadas para estar na rua visando participar da mobilização”, observa André.
O jovem explica que sugere-se que os participantes usem camiseta branca e levem flores, cartazes com dizeres referentes as causas reivindicadas. “Pedimos que não haja ato de vandalismo, nem bandeiras de partidos políticos ou de movimentos de fora da atual situação, o que queremos é realizar um ato pacífico e que fique marcada na história de Timbó como a maior mobilização dos brasileiros por um país mais justo e sem corrupção”, afirma ele ao dizer que somos cidadãos brasileiros de cara limpa.

Mobilizações no Vale
Em Indaial o movimento no Facebook denominado de #AcordaIndaial agendou uma mobilização para domingo, dia 23 de junho, com concentração em frente à Prefeitura Municipal de Indaial, às 15 horas. Os participantes num total de 1.650 pessoas que confirmaram presença através da página do Facebook estão convidados a levar apitos, cartazes de protesto e bandeiras do Brasil com o objetivo de realizar um protesto pacífico e sem violência. As bandeiras de luta para os envolvidas em Indaial são: Saúde, Educação, Qualidade de vida, Segurança, combate a corrupção e transparência. Em Pomerode, a mobilização está marcada para amanhã, dia 22 de junho, às 16 horas.
Em Blumenau, os protestos aconteceram na noite de ontem, quando os manifestantes chegaram na Praça Victor Konder, em frente à Prefeitura de Blumenau com  faixas e cartazes. Entre eles, havia inscrições “R$ 2,90 não resolve o problema”, “Tarifa zero já”, “Furb federal já” e “BR 470 duplicada”. Também havia uma lona preta com as palavras “Tapete Negro”. Além dos cartazes e das faixas, os manifestantes que ocuparam a Praça Victor Konder gritavam “Vem pra rua” e carregavam bandeiras do Brasil. Alguns deles estavam com o rosto pintado. Uma estimativa preliminar da Polícia Militar é que 10 mil pessoas participam do protesto pelas ruas de Blumenau.
Até às 19h30min de ontem, a Polícia Militar informava que era de cerca de 70 mil o número de manifestantes nas ruas do Estado de Santa Catarina. Até este horário, nenhuma ocorrência policial havia sido registrada e os protestos seguiam pacificamente.
Na Capital, Florianópolis, cerca de 30 mil os manifestantes se concentram no Centro da cidade. A avenida Beira-Mar Norte foi fechada, assim como as pontes que dão acesso à Ilha. Havia também passeatas pelas principais vias do Centro como a Avenida Mauro Ramos e ruas próximas da Assembleia Legislativa, além das redondezas do Terminal Integrado do Centro (Ticen).

Protestos pelo Brasil
Centenas de milhares de brasileiros saíram às ruas de cerca de cem cidades do país para exigir serviços públicos de qualidade e denunciar os gastos com a Copa do Mundo, apesar da redução das tarifas de transporte público em várias cidades.
Em Salvador, a polícia disparou bombas de gás lacrimogêneo e balas de borracha contra manifestantes concentrados a 2 km do estádio onde Nigéria e Uruguai se enfrentam pela Copa das Confederações. Algumas pessoas jogaram pedras para tentar furar a barreira policial e se aproximar mais da Fonte Nova, segundo jornalistas da AFP no local.
No Rio de Janeiro, uma enorme multidão tomou conta de toda a extensão da Avenida Presidente Vargas, no Centro da cidade.  “O Especialista Moacyr Duarte, da Universidade Federal do Rio de Janeiro, estimou 300.000 pessoas na manifestação”, segundo um tuite da Polícia do Rio. Consultada pela AFP, a corporação indicou que ainda não tem um registro próprio da quantidade de manifestantes.
Confrontos foram registrados entre manifestantes e policiais, alguns a cavalo, nas imediações do prédio da Prefeitura. Um jornalista da Globonews foi ferido na cabeça por uma bala de borracha.
No Recife, outra sede da Copa Confederações, mais de 50.000 pessoas tomaram as ruas, segundo a Polícia. À medida que a multidão avançou pacificamente pelo Centro da cidade, as pessoas jogavam papel branco picado do alto dos edifícios. Nada permite prever o fim deste movimento apolítico, sem uma liderança claramente identificada.

Protestos
assustam Brasília
O Palácio do Itamaraty, sede do Ministério das Relações Exteriores, se transformou no novo alvo da ala radical dos manifestantes que protestam em Brasília, na noite de ontem. O prédio, um dos principais monumentos da capital federal, tem toda sua fachada construída em vidro. Os manifestantes conseguiram quebrar parte das vidraças.  Os manifestantes migraram para o Itamaraty depois que os policiais jogaram bombas de gás lacrimogêneo contra a multidão de 30 mil pessoas que protestavam em frente ao Congresso. Eles conseguiram, então, tomar a ponte que liga a pista da Esplanada ao prédio do Itamaraty.
Os policiais só conseguiram recuperar o controle sobre parte da ponte depois do arremesso de coquetéis molotov. Alguns manifestantes caíram no espelho d’água que circunda o Itamaraty. A maioria dos manifestantes segue criticando as tentativas de vandalismo.
 

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