Diretor técnico do Hospital Oase alerta sobre os cuidados com o inverno
Alimentação saudável e cuidados com a higiene são algumas dicas para evitar as doenças de inver …
CLARICE GRAUPE DARONCO/JMV

CLARICE GRAUPE DARONCO/JMV
TIMBÓ – Com a chegada do inverno e a queda da temperatura, começa também a preocupação com as indesejadas gripes, viroses e infecções que costumam ser frequentes nessa época do ano. No inverno, é comprovado que o sistema imunológico fica ainda mais vulnerável, aumentando as chances de terem algumas dessas enfermidades.
Em entrevista, o diretor técnico do Hospital e Maternidade Oase, o médico pediatra, Paolo Piermarine, explica que as doenças mais comuns do período de inverno são as doenças do sistema respiratório. “Mas também aparecem algumas alterações de pele e das vias urinárias. Isto não só acometendo as crianças, mas à comunidade em geral”, observa o médico.
Piermarine destaca que listando as doenças mais comuns, não necessariamente em ordem de riscos ou incidência, teríamos as doenças das vias respiratórias superiores: resfriados (sem sintomas gerais), gripes, sinusites, amigdalites (tonsilites), faringites e laringites (a mais incômoda é a Estridulosa). “As otites também se fazem presentes neste período, quase sempre em associação com uma das anteriormente mencionadas”, comenta ele.
Tipos de doenças
De acordo com o médico, depois viriam os acometimentos da vias respiratórias inferiores – traqueítes, bronquiolites, bronquites e pneumonias. Já as alterações de pele têm duas causas principais, explica Piermarine: a primeira delas seria o ressecamento pelo frio e, a segunda o contato com vestimentas, cobertores ou toucas de lã. “Podendo este fator de sensibilização da pele ser também provocado por tecidos sintéticos e, às vezes, por tinturas ou apliques das vestimentas”, relata ele. “Faço ressalva que também outras doenças podem surgir no período de inverno, como por exemplo, as meningites. Patologias que merecem uma atenção especial dos pais e cuidadores, bem como, os profissionais da Saúde por serem controláveis mas; diretamente dependentes de um diagnóstico precoce”, explica o profissional.
Na questão das crianças, o médico que atua na área de pediatria informa que as mesmas devem estar sempre bem alimentadas, utilizando-se de uma alimentação mais natural possível – frutas e verduras, alimentos produzidos no momento, evitando alimentos industrializados, refrigerantes e sucos artificiais; além de estarem adequadamente agasalhadas, manter os cuidados de higiene normais, apenas com muita atenção para que não sofram choques térmicos. “E o principal, evitar frequentar ambientes com pouca ventilação e/ou com aglomerado de pessoas. Preferir sempre passeios ao ar livre. Evidente que a atenção com estes cuidados deve ser redobrada para os menores de três anos por sua maior vulnerabilidade”, aconselha Piermarine.
Vacinas
Sobre as vacinas, o diretor técnico do Hospital e Maternidade Oase informa que existem dois aspectos importantes que devem ser esclarecidos. “Vacinação é uma obrigação e, no Brasil, principalmente aqui na região Sul, seguimos a nível de saúde pública, rigorosamente o Calendário Oficial de vacinações, sem nenhuma exceção. Única ressalva quanto a vacinação contra a Influenza. Por quê? Porque o ideal seria vacinar toda a população. Mas num país Continente como o nosso torna-se quase impossível. Lembramos que, para quem por vários motivos desejar uma maior proteção, contamos com confiável Imunoclínica sob responsabilidade de profissional qualificado e; devidamente autorizado a oportunizar a vacinação”, destaca Piermarine ao lembrar que reações vacinais podem ocorrer, raramente graves e a conduta correta é retornar a unidade de vacinação, pois as pessoas ligadas a vacinação recebem treinamento específico.
“Quando ocorrer em horário que a Unidade se encontre fechada, deverá ser procurado o Pronto Socorro, onde caso seja necessário será mobilizada a equipe da Vigilância Epidemiológica, sendo tomadas as rotinas de conduta adequadas. Aproveito para reforçar aos colegas das unidades de Saúde que toda reação vacinal deve ser notificada”, frisa ele ao concluir reforçando que deve-se cuidar bem do aspecto alimentar, higiene pessoal e dos ambientes, bem como, sua adequada ventilação para minimizar os riscos de adquirir doenças comuns nesta época do ano. “Todos nós do Hospital e Maternidade Oase, direção, administração, recursos humanos, farmácia, cozinha, recepção, higienização, equipe de enfermagem e corpo médico desejam um bom e saudável inverno”, afirma ele.





