Protestos seguem no Vale do Itajaí
No domingo, manifestantes fecharam a BR 470 por 40 minutos e hoje tem ato público em frente a Câma …
CLARICE GRAUPE DARONCO/JMV

CLARICE GRAUPE DARONCO/JMV
TIMBÓ/ASCURRA/INDAIAL – Os protestos contra a corrupção, obras superfaturadas, mais investimentos em Saúde e Educação e principalmente a duplicação imediata da BR 470 foram as bandeiras levantadas pelos manifestantes que reuniram-se neste final de semana, nas cidades do Vale do Itajaí.
Em Ascurra, um grupo de manifestantes bloqueou a BR 470, por cerca de 40 minutos. De acordo com a Polícia Rodoviária Federal (PRF), o protesto iniciou por volta das 16h e seguiu até 16h40min. Os participantes pediram a duplicação da rodovia, além de outras reivindicações, como uma Reforma Política.
Segundo informações da PRF, policiais de Rio do Sul e Blumenau se mobilizaram para controlar o trânsito durante a manifestação. O bloqueio foi no km 89. Ainda segundo a PRF, os manifestantes, num total superior a 300 pessoas, iniciaram o protesto no Centro da cidade e seguiram em passeata até a BR 470. O protesto foi pacífico. Já na rodovia, por causa do bloqueio, as filas chegaram a 2,5 km nos dois sentidos.
Indaial
O tempo prejudicou a realização da manifestação, no sábado, dia 29 de junho, em Indaial. O ato estava marcado para às 16 horas, e tinha como ponto de partida a Uniasselvi. Segundo um dos organizadores, Willian Wellington Ax, menos de 20 pessoas estiveram no local, razão pela qual a mobilização não aconteceu. Ax explica que o objetivo era fechar a BR 470 por um período de 30 minutos, oportunidade em que os manifestantes seguiram da Uniasselvi até a Albany e retornaria para a Uniasselvi.
Os pontos principais da mobilização eram: Duplicação da BR 470 já; Investigação do superfaturamento dos gastos na Copa; Rejeição à PEC 33, é a abreviação para Proposta de Emenda Constitucional 33/2011, a qual, se aprovada, permitirá que o Congresso Nacional (formado por Câmara dos Deputados e Senado Federal) controle e prepondere sobre decisões do STF. Esta PEC suscita polêmica entre juristas, políticos e cidadãos comuns, sobretudo pelo risco que impõe à tripartição e independência dos poderes (Executivo, Legislativo e Judiciário) e para mais investimentos na Saúde, Segurança e Educação). Ax afirmou que ainda não tem uma nova data para a realização do protesto.
Timbó realiza ato na frente da Câmara
Em Timbó, a manifestação que estava agendada para o final da tarde de sábado, dia 29 de junho, foi cancelada devido a chuva que insistiu em cair. Mas, segundo, Marcos Andre, um dos organizadores do protesto, hoje, dia 2 de julho, às 17h30min, haverá uma mobilização em frente a Câmara dos Vereadores. Marcos Andre observa que durante o evento será apenas discursado e cobrado dos vereadores alguns itens.
“A sessão começa às 18 horas, sendo assim o objetivo não é de fechar rua, apenas reunir um grupo de pessoas para cobrar dos vereadores algumas situações, o mesmo será feito com o Ministério Público, onde será realizada a entrega de nossas reivindicações e também, em breve, vamos marcar uma reunião com o prefeito, Laércio Schuster Júnior”, adianta Marcos.
Entre as reivindicações estão: Situação do Teatro Municipal: pedir uma investigação sobre os gastos e recursos já investidos na obra e pedir que tudo que eles tiverem de informação seja publicado, além de cobrar um prazo para o término da obra ainda neste ano; Transporte Público: exigir a redução do preço da passagem e tarifa zero para os estudantes, além de cobrar a colocação de linhas de ônibus nas ruas dos colégios estaduais e municipais nos horários de aula.
Também reivindicar que passe pelas principais vias dos bairros, facilitando a vida dos estudantes e acabando com o comércio de transporte privado que chega a custar R$ 6,00 por dia para os estudantes; Melhorar os ônibus intermunicipais – principalmente finais de semana, cobrando deles uma luta para redução de tarifas e melhoramento dos serviços para as cidades próximas como uma forma de melhorar o turismo e a circulação de pessoas; Investigação sobre os gastos do Anel Viário que seja uma obra totalmente transparente; Investigação sobre a denúncia de pagamento de horas extras na Prefeitura – que seja pública a opinião e o resultado da investigação; Levantamento de cargos de confiança da Prefeitura e salários: exigimos que toda pessoa que trabalhe para o governo seja concursada e; Investigação de notas no Portal da Transparência do Município em nome de funcionários fora da folha de pagamento.





