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Papa Francisco encanta todos os brasileiros

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Papa Francisco encanta todos os brasileiros
Integrantes da JMV da Diocese de Blumenau afirmam que evento superou as expectativas …

CLARICE GRAUPE DARONCO/JMV

Foto: fotos portal jmj

 CLARICE GRAUPE DARONCO/JMV

 
TIMBÓ – O Brasil viveu um momento único na sua religiosidade. Independente do credo (Católico, Luterano, Evangélico, entre outros) todos os brasileiros se renderam ao carisma, simplicidade e humildade do Papa Francisco. Durante uma semana no Brasil, o Papa Francisco reuniu milhões de pessoas no Rio de Janeiro e em Aparecida, interior de São Paulo, durante a JMJ 2013. Carismático, bebeu mate, abraçou fiéis, desceu do papamóvel, abençoou crianças, jovens e adultos com palavras de fé e coragem, mas também com discursos duros, contra a desigualdade social, pedindo mais amor aos pobres e mais respeito aos políticos e às instituições.
Segundo informações do padre Roberto Carlos Cattoni, coordenador do Setor de Juventude da Diocese de Blumenau, mais de 320 jovens do Médio Vale do Itajaí participara da Jornada Mundial da Juventude e acompanhar a intensa agenda do Papa. Cattoni ao falar do Papa observa que apesar de uma intensa agenda de eventos, ele teve tempo para pedir empenho na renovação da Igreja. 
O padre observa que segundo a organização a Jornada Mundial da Juventude chegou a reunir 3,5 milhões em Copacabana. “No último dia do evento, o Papa anunciou que a próxima será em 2016 na Cracóvia, Polônia. Fiéis poloneses presentes no evento festejaram a escolha da cidade como sede. Cracóvia fica próxima a Wadowice, terra natal do Papa João Paulo II, criador da JMJ”, destaca Cattoni ao ressaltar que todos os participantes adoraram o evento. “A viagem foi perfeita, não foi registrado nenhum problema com o deslocamento nem na questão de segurança, no Rio de Janeiro, que era uma constante preocupação dos pais e familiares. Mesmo a Vigília, apesar de ser em Copacabana foi perfeita, com certeza uma experiência que ficará registrada na vida destes jovens”, afirma Cattoni ao destacar que o Papa antes de partir, disse que já está com saudades, agradeceu aos voluntários e lembrou de locais que visitou durante a estada no país. Antes, rumo ao Galeão, fez um sinal de coração com as mãos aos fiéis.
 
Frases marcantes
Entre as frases do Papa que marcaram os participantes da Jornada Mundial da Juventude, o padre blumenauense lembra de algumas: “Eu peço a vocês que sejam revolucionários, que vão contra a corrente; sim, nisto peço que se rebelem; que se rebelem contra essa cultura do provisório que, no fundo, crê que vocês não são capazes de assumir responsabilidades, que não são capazes de amar a verdade. Eu tenho confiança em vocês, jovens, e rezo por vocês. Tenham a coragem de “ir contra a corrente”. Tenham a coragem de ser felizes!”. 
Cattoni observa que outra que marcou foi essa: “Dentro de alguns instantes, deixarei sua Pátria para regressar a Roma. Parto com a alma cheia de recordações felizes. Essas, estou certo, se tornarão oração. Neste momento, já começo a sentir saudades. Saudades do Brasil, este povo tão grande e de grande coração, este povo tão amoroso”. “Ele nos disse que já estava sentindo saudades do sorriso aberto e sincero que viu em tantas pessoas, saudades do entusiasmo dos voluntários. Saudades da esperança no olhar dos jovens no Hospital São Francisco. Saudades da fé e da alegria em meio à adversidade dos moradores de Varginha. Tenho a certeza de que Cristo vive e está realmente presente no agir de tantos e tantos jovens e demais pessoas que encontrei nesta inesquecível semana. Obrigado pelo acolhimento e o calor da amizade que me foram demonstrados. Também disso começo a sentir saudades, disse o Papa durante a última missa na praia de Copacabana”, relata Cattoni ao afirmar que o Papa não encantou apenas os jovens. “Com certeza a benção, a acolhida, a forma simples de abraçar à todos voltou a despertar a fé em todos os brasileiros”, frisou o padre.
Na despedida, o Papa Francisco novamente reiterou o pedido para que os fiéis rezem por ele. “O Papa vai embora e lhes diz ‘até breve’, um ‘até breve’ com saudades, e lhes pede, por favor, que não se esqueçam de rezar por ele. Este Papa precisa da oração de todos vocês. Um abraço para todos. Que Deus lhes abençoe!”, concluiu.
 
Último dia no país
A última missa do Papa Francisco reuniu três milhões de pessoas em Copacabana durante a manhã de domingo, dia 28 de julho. Francisco pediu aos jovens que façam discípulos em todas as nações e transmitam a experiência vivenciada na Jornada Mundial da Juventude a outras pessoas. Ele voltou a dizer que é preciso ir sem medo para servir. “Não tenham medo de ir e levar Cristo para todos os ambientes”, afirmou.
Segundo o Papa, a experiência deste encontro não pode ficar trancafiada na vida de vocês ou no pequeno grupo da paróquia, do movimento, da comunidade de vocês. Seria como cortar o oxigênio a uma chama que arde. A fé é uma chama que se faz tanto mais viva quanto mais é partilhada, transmitida, para que todos possam conhecer, amar e professar que Jesus Cristo é o Senhor da vida e da história.
No sábado, dia 27 de julho, o pontífice engrossou o discurso político contra a desigualdade, pela aproximação dos mais pobres e pediu que jovens de todo o mundo, aqueles que querem ser “protagonistas da mudança”, “sigam superando a apatia” de forma “ordenada e pacífica”: “Saiam às ruas!”, disse Francisco.
O pontífice falou também sobre Estado laico, que, de acordo com ele, é “favorável à pacífica convivência entre religiões diversas”. O Papa começou o sábado com uma missa a bispos e padres na Catedral Metropolitana de São Sebastião, seguido de reunião com representantes da sociedade civil, quando discursou. Ele encerrou a maratona falando aos peregrinos, que tomaram completamente a Orla de Copacabana. Por volta das 6h30min, de domingo, Francisco voltou a usar o Twitter para se dirigir aos jovens em linguagem bem informal: “Queridos jovens, sejam verdadeiros ‘atletas de Cristo’! Joguem no seu ‘time’!”, publicou.
Na missa, o Papa Francisco pediu aos jovens que façam discípulos em todas as nações e transmitam a experiência vivenciada na JMJ a outras pessoas. “A experiência deste encontro não pode ficar trancafiada na vida de vocês ou no pequeno grupo da paróquia, do movimento, da comunidade de vocês. Seria como cortar o oxigênio a uma chama que arde. A fé é uma chama que se faz tanto mais viva quanto mais é partilhada, transmitida, para que todos possam conhecer, amar e professar que Jesus Cristo é o Senhor da vida e da história”, disse o religioso. 
O padre Cattoni afirma que atenderão o pedido do Papa nos meses de agosto e setembro, estará sendo realizada uma reunião com os coordenadores dos grupos que participaram da Jornada Mundial da Juventude para traçar ações que irão repassar as informações colhidas durante a visita do Papa e das demais atividades realizadas durante a Jornada.
 

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