Oase cumpre Lei e realiza Testes de Orelhinhas
Atendimento de fonoaudióloga teve início em agosto de 2012 e até junho de 2013 já realizou 482 t …
CLARICE GRAUPE DARONCO/JMV

CLARICE GRAUPE DARONCO/JMV
TIMBÓ – O Teste de Orelhinha (Programa de Triagem Auditiva Neonatal) que é realizado já no segundo ou terceiro dia de vida do bebê faz parte das ações do Hospital e Maternidade Oase, de Timbó, desde agosto de 2012. Segundo informações da médica fonoaudióloga, Rúbia Piva da Silva Nort, desde a implantação até o mês de junho, foram realizados, somente no Hospital e Maternidade Oase, 482 exames. “Destes, dois recém-nascidos foram encaminhados para diagnóstico audiológico por terem apresentado alteração no Teste e no Reteste (realizados após 30 dias do primeiro exame)”, observa a fonoaudióloga.
Rúbia destaca que uma dessas crianças apresentava apenas problemas condutivos, ou seja, na condução do som (secreção em orelha média que dificultam a captação do som proveniente da cóclea durante a testagem), que com tratamento otorrinolaringológico adequado, provavelmente, o problema será resolvido. “E a outra criança encaminhada, não se consegue contato com a mãe e até o presente momento, esta não procurou as clínicas indicadas para diagnóstico”, afirma a médica.
Ao falar sobre a importância do Teste da Orelhinha, Rúbia explica que todo bebê está submetido a apresentar possíveis problemas auditivos ao nascer ou adquirí-los nos primeiros anos de vida. A cada 1.000 crianças, de uma a três são surdas ou tem dificuldades com a audição desde o nascimento. Já os bebês de UTI Neonatal, o número varia de dois a seis, a cada 1.000 recém-nascidos. A avaliação auditiva neonatal, limitada aos bebês com risco, é capaz de identificar apenas 50% dos que têm perda auditiva. O percentual aumenta cerca de 1,6 a cada 1.000 adolescentes. “A triagem auditiva neonatal é obrigatória no Brasil inteiro desde o dia 2 de agosto de 2010”, observa Rúbia ao relatar que trata-se de um programa de avaliação da audição em recém-nascidos, indicada por instituições do mundo todo para diagnóstico precoce de perda auditiva, uma vez que sua incidência, na população geral, é de um a dois por 1000 nascidos vivos. O exame é indolor, é feito com a colocação de um pequeno fone na parte externa do ouvido e tem a duração média de três a cinco minutos.
Questionada de quando deve ser feito, a fonoaudióloga comenta que orienta-se realizar o Teste da Orelhinha, nos primeiros anos de vida do bebê, ou seja, nos primeiros três meses, detectando perdas precoces que possam influenciar no aprendizado da linguagem. No Hospital e Maternidade Oase, o exame é agendado para que após 10 dias de vida do bebê a mamãe retorne ao Pronto Socorro, nas terças-feiras, para que o teste seja efetuado. O tempo de duração varia entre 10 e 15 minutos, não tem qualquer contra-indicação, não acorda e nem incomoda o bebê. Não exige nenhum tipo de intervenção invasiva (uso de agulhas ou qualquer objeto perfurante) e é absolutamente inócuo.
Sobre o resultado do teste, Rúbia explica que após o final do exame, além do resultado, é passado para o responsável e para o médico que solicitou o exame, um protocolo de avaliação. No caso de suspeita de alguma anormalidade após a realização da triagem auditiva neonatal, o bebê será encaminhado para uma avaliação otológica e audiológica completa.
Entre os fatores que levam à surdez estão os seguintes: história familiar: ter outros casos de surdez na família; infecção intra-uterina: provocada por citomegalovírus, rubéola, sífilis, herpes genital ou toxoplasmose; baixo peso; hiperbilirubinemia: doença que ocorre 24 horas depois do parto. O bebê fica todo amarelo por causa do aumento de uma substância chamada bilirrubina; medicações ototóxicas; síndromes neurológicas: síndrome de Down ou de Waldemburg, entre outros.





