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Blumenauenses presos na Bolívia pedem ajuda internacional

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Blumenauenses presos na Bolívia pedem ajuda internacional
Casal foi preso de forma arbitrária e a família está desesperada, pois as autoridades brasileiras …

COLABORAÇÃO: LILIANE BENTO/

Foto: divulgação

 COLABORAÇÃO: LILIANE BENTO/ 

New Age Comunicação
 
BLUMENAU – Os brasileiros Jean Carlos da Silva e Carla Roberta Lehmkuhl, naturais de Blumenau (SC), que residem legalmente em La Paz (Bolívia) desde maio de 2010, estão presos de forma arbitrária no país vizinho e pedem ajuda as autoridades brasileiras para voltarem ao Brasil. Eles foram presos em dezembro de 2012, acusados de “uso indevido de influências em benefício e razão do cargo”. Jean foi levado para uma prisão de segurança máxima e a esposa, Carla, permanece em liberdade provisória, ou seja, não pode voltar para o Brasil. No processo, no qual eles são acusados, mais 16 pessoas haviam sido indiciadas e todas foram absolvidas ou libertadas. Para os brasileiros já foram marcadas 16 audiências e nenhuma aconteceu por estratégias protelatórias da acusação ou “motivos fúteis”.
De acordo com a advogada Rosane Magaly Martins, contratada pela família no Brasil, no dia 30 de agosto, o promotor da Bolívia, Aldo Ortiz Troche, que apresentou a acusação aos brasileiros, foi afastado do cargo acusado de corrupção, “e mesmo assim não vejo nenhuma ação para resolver o caso dos brasileiros”, afirma.
A advogada esteve nos dias 28, 29 e 30 de agosto em Brasília e apresentou o caso para o líder da bancada catarinense na Câmara de Deputados, Marco Tebaldi, ao deputado federal Décio Lima, ao presidente da comissão das Relações Exteriores do Senado, Ricardo Ferraço, no Itamaraty para o diplomata secretário Marcelo Ferraz. Participou de reunião na Embaixada da Bolívia com o embaixador Jerjes Justiniano Talavera, envolvido em denúncias de relações com o narcotráfico, além da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República. “Passadas duas semanas, não vi nenhum movimento para ajudar esses brasileiros que residem em Blumenau. Por que está tão difícil para eles e foi tão rápido com os corintianos presos também em La Paz?”, enfatiza. 
De acordo com Rosane, conforme o Código Penal da Bolívia, somente podem ser acusados pela prática deste delito, pessoas que estejam no cargo de funcionários públicos. Estrangeiros não ocupam cargos públicos na Bolívia. “Além disso, não há nenhuma prova nos autos que justifique a prisão deles por tanto tempo e sem a ocorrência das 16 audiências marcadas. É uma coisa que realmente não estamos entendendo”, declara a advogada.
A família acredita na inocência do casal e afirma que “se os brasileiros, por ventura, tiverem cometido algum delito devem responder por eles”. Porém, não da forma como está ocorrendo. Rosane conta que Jean estava preso até três meses atrás na Penal de Segurança Máxima de Chonchocorro, para onde são levados os ladrões e os assassinos. Por apresentar vários problemas de saúde decorrentes da prisão prolongada (hipertensão, problemas cardíacos, pulmonares, gástricos e com depressão), Jean está internado desde junho de 2013 na Casa de Saúde San Miguel, com guardas que fazem vigia 24h.
Quais foram os motivos para o casal ser acusado de crime na Bolívia?
A família acredita que o casal tenha sido acusado de um crime, mesmo sem provas concretas, pois não consta nada no processo, devido a uma vingança de outros dois brasileiros que foram denunciados por Jean. Em 2010, o blumenauense foi contratado para trabalhar na filial da empresa brasileira Global Forest, de Curitiba, na Bolívia (exportadora de madeira com atuação em 57 países nos cinco continentes). Assim que chegou para trabalhar, com a rotina do dia a dia, Jean descobriu que dois brasileiros, Jefferson Kill Cirilo e Claudiney Kolinski, que já trabalhavam lá há mais tempo, estavam cometendo irregularidades. Auditores contratados pela Global Forest constataram vários pagamentos e retiradas de dinheiro injustificáveis, desvio de madeiras e eles foram denunciados, processados e condenados. 
Porém, a filial da empresa brasileira na Bolívia está constituída com o nome dos dois. E eles exigiram uma quantia superior a US$ 200 mil para a rescisão do contrato de trabalho. Caso contrário, não devolveriam a empresa para Anderson Giovani Rocha, dono da Global Forest no Brasil. Rocha apurou o valor devido aos funcionários e chegou ao valor de US$ 50 mil. Como não houve acordo, o empresário formalizou a denúncia contra os dois. Eles acabaram condenados, uma vez que foi comprovado o desvio de dinheiro da empresa. Depois disso, eles exigiram U$ 2 milhões para retirar a queixa contra o casal blumenauense. Dinheiro que não foi pago.  
Ano passado, sem acordo com os ex-funcionários, Rocha nomeou Jean para ser o seu representante legal na Bolívia e dar continuidade aos negócios. De acordo com Rosane, para se vingar de quem descobriu as falcatruas, no caso o Jean e sua esposa Carla, os dois ex-funcionários fizeram acusações graves contra ambos. “Na Bolívia é diferente do Brasil, primeiro se prende e depois se apresentam as provas. Como não há provas, o casal continua preso de forma arbitrária”, declara.
 

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