Corpo de Bombeiros orienta população sobre águas-vivas
Em Santa Catarina, foram registrados mais de oito mil casos de queimadura por água-viva na última …
BRUNA LALINE RAMOS/ESTAGIÁRIA/JMV

BRUNA LALINE RAMOS/ESTAGIÁRIA/JMV
TIMBÓ – As águas-vivas são animais marinhos cobertos por células que injetam toxinas em contato com a pele das pessoas. O veneno, uma neurotoxina desenvolvida para paralisar a presa, não é fatal aos seres humanos, mas provoca dores, fisgadas, irritações na pele, cãimbras e sensação de queimadura. Conforme informações repassadas pelo Governo do Estado, em Santa Catarina foram registrados, na última temporada, 8.256 casos de queimadura por água-viva.
O 2º Tenente Comandante Interino da 2ª Companhia de Bombeiros Militar de Timbó, Filipe Daminelli, recomenda que as pessoas, antes de entrarem no mar, se informem com os guarda-vidas sobre o risco de água-viva naquele local. “A presença de águas-vivas nas praias do nosso litoral não é uma constante, ou seja, acontece em determinadas épocas do ano. A incidência desse animal marinho aumenta principalmente com a elevada temperatura da água, que ocorre no verão, período em que muitas pessoas se banham no mar, o que faz com que o número de acidentes com águas-vivas aumente”, explica o Tenente.
Em caso de queimadura, a recomendação repassada pelos Bombeiros é que a vítima procure ajuda em um posto de guarda-vidas. “Lá ela receberá o devido atendimento para este tipo de ocorrência”, afirma Daminelli. Além disso, o Tenente orienta que o local do ferimento seja lavado com água corrente ou, ainda, com vinagre, pois ele desativa os nematocistos, que são as estruturas da água-viva responsáveis pela inoculação da peçonha (veneno) no corpo. Em seguida, é necessário conduzir a vítima até o pronto atendimento mais próximo. “O local do ferimento não deve ser friccionado”, alerta o Tenente Daminelli.





