Administração do Beatriz Ramos explica situação da UTI
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CLARICE GRAUPE DARONCO/JMV

CLARICE GRAUPE DARONCO/JMV
INDAIAL – A comunidade de Indaial e região está desde o ano de 2011 aguardando pelo atendimento da Unidade de Terapia Intensiva (UTI) quando no mês de maio, daquele ano, chegou ao Hospital Beatriz Ramos os equipamentos para equipar a área física construída. Já em dezembro de 2013, o Hospital também recebeu um tomógrafo e um mamógrafo, para dar início aos exames, mas nada ainda aconteceu. Com o objetivo de saber a real situação para o funcionamento da UTI, no Hospital Beatriz Ramos, a redação do Jornal do Médio Vale questionou a diretora Administrativa, Maria Bernadete Tomazini, sobre o que é preciso para que a UTI entre em funcionamento, o mais breve possível. A administradora afirmou que existe o empenho de muitas pessoas da comunidade, direção e profissionais do Hospital, mas não tem data definida, para que a UTI entre em funcionamento. “Ficamos também no aguardo de decisões e ações externas, que muitas vezes não ocorrem da maneira que esperamos”, observa ela.
Segundo informações do Ministério da Saúde, existem algum requisitos para a implantação de uma UTI nos hospitais. Um dos requisitos é implantação de Agência Transfusional de Sangue, mas segundo Maria Bernadete, a informação que ela tem é que o Hospital Beatriz Ramos não tem a necessidade de construção de Agência Transfusional, mas sim espaço interno. “A norma do Ministério da Saúde determina que um estabelecimento tenha Agência Transfusional tipo I quando efetuar mais que 60 transfusões por mês”, observa ela. Outra questão refere-se a quantidade de leitos, sendo exigido pelo Ministério o total de 100 leitos, número que o Hospital já oferece.
Também é necessário ter uma Central de Hemodiálise, que segundo Maria Bernadete, esse serviço será terceirizado pelo Hospital Beatriz Ramos, quando do início dos trabalhos da UTI. Outra questão refere-se aos leitos de retaguarda, mas segundo a administradora, os leitos de retaguarda são um projeto do Ministério da Saúde que busca hospitais com baixa ocupação, sem UTI ou que queiram abrir leitos de retaguarda, para habilitar a UTI junto ao Ministério da Saúde precisando disponibilizar 100 leitos, o que o Hospital já tem.
Questionada sobre o aparelho de tomógrafo, que custa cerca de R$ 1 milhão e que foi doado pelo Estado ao Hospital, em 2013, sendo este também é um pré-requisito para que a UTI venha a funcionar.
Maria Bernadete afirma que estão viabilizando sua instalação conforme prevê nas normas da Vigilância Sanitária.
Na questão dos requisitos, ainda destaca-se a implantação de um Centro Cirúrgico. De acordo com a administradora, a questão está nos procedimentos de Alta Complexidade, situação que a administração do Hospital está trabalhando para habilitar primeiramente, a alta complexidade em Ortopedia.
Maria Bernadete informa que hoje, o Hospital Beatriz Ramos é um Hospital de média complexidade diante do Ministério da Saúde, muito embora tenha condições e capacidade de fazer alta complexidade, o que ocorre muitas vezes pelas condições do paciente, sendo que não recebem por este procedimento.
Déficit
Questionado sobre o que gerou o déficit de aproximadamente R$ 5,2 milhões, dado este divulgado pela administração do Hospital, na última semana, a Administradora explica que a situação do Beatriz Ramos não é diferente do da maioria dos hospitais que atendem pelo Sistema Único de Saúde (SUS), prestando um atendimento de porta de entrada (Pronto Socorro) que funciona 24 horas dos 365 dias no ano, e nem sempre recebendo em dia, o que acaba agravando a sua situação financeira. “Sem falar que a entidade atende mais pessoas do que as autorizações de internações hospitalares, que hoje, são direcionadas ao Hospital. Para solução deste problema, aguardamos pela conclusão da contratualização com o Estado e com o Ministério da Saúde”, relata ela.
Secretário de Saúde
Na questão do déficit e falta de recursos no Hospital Beatriz Ramos foi entrado em contato com o secretário de Saúde de Indaial, Enilson Erley de Freitas, que informou que o município de Indaial repassa mensalmente o valor de R$ 220.800,00, ao Hospital. “O principal problema, hoje, do Hospital é o excessivo número de atendimentos ambulatoriais”, afirma ele. Já sobre a UTI, o secretário informou que está sendo construída a central de oxigênio e após toda a parte física estar concluída, permitirá assim o início dos trabalhos logo que forem contratados os profissionais. “A última previsão a nós passada foi para o mês de abril”, ressaltou Freitas.





