Justiça condena Russo a 13 anos de prisão
Julgamento realizado ontem, resolveu o caso de homicídio e de tentativa de homicídio em Benedito N …
JMV
BENEDITO NOVO/TIMBÓ – O crime que tirou a vida de Aquilino Colaço, de 47 anos, em fevereiro de 2012, teve seu desfecho final, na noite de ontem, dia 13 de fevereiro, quando o suspeito, Ronildo Heise, conhecido por Russo, foi condenado a 13 anos de prisão. Já o outro envolvido, de iniciais, W.A., vulgo Paraíba, foi absolvido.
O julgamento, que aconteceu no auditório da Prefeitura de Timbó, iniciou às 9 horas e seguiu até às 19h30min, teve os trabalhos conduzidos pelo Juiz de Direito da Vara Criminal, doutor Ubaldo Ricardo da Silva Neto, acompanhado pelo Promotor de Justiça da 2ª Vara, doutor Alexandre Daura Serratine e os advogados de Defesa Jonas Zimath e Oswaldo Zimath, do réu vulgo Paraíba e Honório Nichelatti, do réu, conhecido por Russo. Na oportunidade, a Justiça contou ainda com o trabalho voluntário de sete timboenses que atuaram como jurados.
O caso julgado tratava-se de um homicídio e tentativa de homicídio, que tinha dois acusados, W.A., vulgo Paraíba, e R.H., conhecido por Russo e teve duas vítimas, Aquilino Colaço, que morreu no crime, e W.M., que ficou ferido.
O caso aconteceu na noite do dia 24 de fevereiro de 2012, na Associação dos Servidores Municipais. Quando dois homens atiraram em Aquilino Colaço, de 47 anos, que não resistiu aos ferimentos e morreu no local. Os disparos foram feitos de um revólver calibre 38 e atingiram o abdômen, a cabeça e o peito de Colaço.
Conforme relatos nos autos do processo, os disparos teriam sido efetuados por Russo, sendo que o primeiro aconteceu durante uma conversa entre a vítima e o suspeito. Em seguida, aconteceram outros dois disparos, momento em que W.M. tentou tirar a arma de Russo e acabou sendo atingido na mão. Russo e seu comparsa Paraíba fugiram do local.
Paraíba, que residia em Timbó, foi encontrado pela Polícia Militar na rua Alemanha, em um Palio vermelho, com placas de Blumenau. Já Russo tentou se esconder no mato, em Benedito Novo, mas foi encontrado pelos policiais quando tentava seguir para sua residência, que ficava próxima à Delegacia da cidade.
Durante o processo, Russo confessou ter disparado os tiros contra Aquilino, por ter uma rixa antiga, e respondeu o processo no Presídio. Já o outro réu, o Paraiba, estava respondendo o processo em liberdade.
A vítima, Aquilino Colaço era pintor, casado, tinha dois filhos e era bastante conhecido na comunidade de Benedito Novo.