Indaial busca uma solução para o Beatriz Ramos
INDAIAL – Atentos aos sérios problemas que estão sendo apontados junto ao Hospital Beatriz Ramos d …
CLARICE GRAUPE DARONCO/JMV

CLARICE GRAUPE DARONCO/JMV
INDAIAL – Atentos aos sérios problemas que estão sendo apontados junto ao Hospital Beatriz Ramos de Indaial, a administração municipal realizou na tarde de ontem, dia 17 de fevereiro, uma das primeiras ações com o objetivo de buscar uma solução para a entidade de Saúde. Segundo informações do secretário de Administração e Finanças da Prefeitura de Indaial, Márcio Antônio Ferrari, estiveram reunidos no Gabinete do prefeito, Sérgio Almir dos Santos (Serginho), os prefeitos de Apiúna, Nicanor Morro e de Ascurra, Moacir Polidoro e os secretários de Saúde dos três municípios. “Neste momento está se iniciando uma conversação entre as administrações de Indaial, Apiúna e Ascurra com o objetivo de se formar uma ‘Ação Consorciada de Serviços Hospitalares’, que terá como objetivo repassar novos serviços ao Hospital Beatriz Ramos e assim colaborar com a entrada da receita”, explica Ferrari.
Segundo ele, a reunião realizada foi a primeira, que busca apresentar os problemas financeiros do Hospital e assim tentar aproximar os prefeitos e secretários da Saúde em um objetivo comum: não deixar que a situação do Beatriz Ramos venha a piorar. “É evidente que nesta primeira tentativa, os prefeitos e secretários apresentem, em princípio, uma certa reserva, pois todos nós sabemos que as administrações municipais já repassam os valores pertinentes aos atendimentos de Pronto Socorro, para o Hospital Beatriz Ramos e todos já estão cientes do tamanho da dívida que a entidade tem, apresentando um déficit mensal problemático”, explica o secretário ao destacar que as administrações sabem que criar o Consórcio é gerir uma situação deficitária.
Ferrari destaca que após esta reunião, vai se fazer uma nova etapa de avaliação do material organizado pela secretária de Saúde de Indaial, através do secretário Enilson Erley de Freitas, que apresenta o modelo do consórcio. Freitas explica que a ideia do consórcio foi criada e elaborada pela Secretaria da Saúde de Indaial e ainda está sendo definidos alguns pontos importantes. “Com a criação do Consórcio queremos implantar no Hospital um novo modelo de gestão com a participação dos prefeitos e secretários dos municípios envolvidos, nas decisões administrativas e financeiras, além de se trabalhar na busca de novos serviços tanto dos municípios vizinhos, como também no Estado, para garantir uma maior entrada de recursos”, explica Freitas ao adiantar que o próximo passo é reunir os secretários da Saúde dos municípios de Apiúna e Ascurra e tentar formular todos os passos do Consórcio. O secretário da Saúde ainda frisou que é importante traçar um plano de ação para atender a população de Indaial e os demais usuários do Hospital com qualidade, como todos merecem ser atendidos.
De acordo com Ferrari, além dos problemas de atendimento e falta de recursos junto ao Hospital Beatriz Ramos, também existe uma demanda de serviços sem saúde reprimida nos municípios de Apiúna e Ascurra. “Esses serviços são encaminhados para outros hospitais como Ibirama, e que bem poderiam ser atendidos em Indaial, fazendo com que o Hospital Beatriz Ramos viesse a ganhar com essas demandas, pois mais serviço significa faturamento”, explica o secretário ao observar que hoje a hotelaria do Hospital Beatriz Ramos tem apenas 40% de ocupação. “Se o Hospital absorvesse essa demanda de serviços significaria uma grande mudança no histórico da entidade, até porque o mesmo tem capacidade para assumir os serviços que estão reprimidos nos demais municípios e até mesmo no Estado”, destaca ele.
Questionado se a Administração Municipal está ciente dos problemas que estão sendo apresentados no Hospital, que vão desde a demora e até o não atendimento de usuários, funcionários descontentes, valor da dívida e falta de gestão, o secretário informou que a Administração Municipal tem um envolvimento indireto no administrativo do Hospital, pois apenas compra serviços de Pronto Atendimento e faz o repasse mensal dos valores. “Pelo fato de não termos um envolvimento direto na administração do Hospital, estamos procurando mudar a forma de gestão para que possamos responder pelos serviços que não estão sendo prestados e porque”, destaca Ferrari ao frisar que se os municípios não se unirem e buscarem uma solução, o problema do Hospital Beatriz Ramos só tende a se agravar.





