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sábado, 29 de novembro de 2025

Novembro Azul 2025 rompe tabus, amplia diagnósticos e fortalece a prevenção

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A cada ano, o Novembro Azul deixa de ser apenas uma campanha e se consolida como um movimento de transformação na relação dos homens com a própria saúde. Em 2025, essa mudança foi ainda mais perceptível. A avaliação é do presidente do Rotary Club de Timbó, Thiago Gutz, e do coordenador da campanha, Jens Filho, em entrevista à redação do Jornal do Médio Vale (JMV).


O foco principal deste ano foi claro e necessário: a importância dos exames preventivos e do diagnóstico precoce do câncer de próstata. A decisão ocorreu em parceria com a Secretaria Municipal de Saúde, diante do aumento de casos registrados nos últimos anos. “Quando identificado no início, as chances de cura são muito maiores. Por isso, a prevenção precisa ser prioridade”, enfatiza Gutz.


Jens Filho lembra que, embora o Novembro Azul hoje trate da saúde integral do homem, o câncer de próstata permanece como um tema urgente. “Já fazia muitos anos desde a última abordagem direta sobre essa doença. Mesmo sendo silenciosa, ela segue acometendo milhares de homens. Era o momento de retomar esse alerta com profundidade e responsabilidade”, explica.

Comunicação direta e presença em múltiplos canais

Para que a mensagem chegasse onde realmente importa, a campanha investiu em divulgação estratégica e capilarizada. Informações foram levadas à população por meio de reportagens no JMV, entrevistas com urologistas em rádios locais, material educativo distribuído em unidades de saúde, empresas e comércios, além de outdoors, spots de rádio e palestras em parceria com a iniciativa privada.


A própria Secretaria de Saúde também teve papel essencial, abordando diretamente os homens nas unidades básicas e reforçando a orientação preventiva. Essa combinação entre mídia, poder público e entidades comunitárias ampliou o alcance das ações e garantiu maior efetividade.


Entre todas as iniciativas, a abordagem direta foi apontada como uma das mais impactantes, especialmente junto ao público masculino mais velho. “Cada ação alcança um grupo diferente. O desafio é justamente diversificar para chegar a todos. Quando o diálogo se abre, a conscientização começa”, destaca Jens.


E os resultados aparecem. Segundo os organizadores, os homens estão mais receptivos, questionam mais e demonstram menor resistência ao tema. “Ainda há barreiras culturais, mas muitas já foram superadas. A comunidade timboense tem se mostrado cada vez mais aberta às campanhas de saúde”, avalia o coordenador.

Mais exames, maisdiagnósticos precoces

Embora o impacto de ações educativas seja difícil de mensurar numericamente, alguns sinais são evidentes. O aumento na procura por consultas e exames, por exemplo, resulta em mais diagnósticos e em estágios iniciais da doença.

Urologistas que apoiaram a campanha confirmaram essa percepção, relatando maior adesão ao acompanhamento preventivo anual.


“Diagnosticar mais cedo não é um problema; é um avanço. Significa mais chances de tratamento eficaz e mais vidas preservadas”, reforça Gutz.

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