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sexta-feira, 2 de janeiro de 2026

Ibovespa e Dólar fecham em baixa no primeiro pregão do ano

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O primeiro pregão da Bolsa de Valores de São Paulo – B3, realizado hoje, 2 de janeiro de 2026, fechou em baixa de 0,36%, a 160.538 pontos, com quedas acentuadas de empresas frigoríficas e o setor financeiro, que sofreram reflexos do estabelecimento de cotas de importação pela China, um dos maiores clientes de carne brasileira. O Dólar também fechou em baixa de 1,19%, vendido a R$ 5,42. A estreia do ano em baixa da B3 vem após um ano de 2025 de forte alta no mercado brasileiro, 34% poditivo e a correção pode ser estratégica para grandes operadores do mercado. O volume financeiro também foi abaixo do normal, atingindo R$ 19 ,1 bilhões.

Os mercados internacionais fecharam e, alta, em sua maioria, com destaque para as bolsas dos EUA e países da Ásia – Japão e Coreia. Petróleo, Ouro e Minério de Ferro também tiveram baixas contribuindo na queda de ações empresas, como Vale e Petrobrás, que juntas tem peso de 20% sobre o índice. O Brasil ainda sofre com as incertezas fiscais e os rumos da política, devido as eleições no final do ano. A meta fiscal, estabelecida pelo próprio Governo Lula, denominado Arcabouço Fiscal, estourou o teto de 0,5% de déficit máximo, ficando negativo em R$ 83 bilhões. Destaque para o peso das estatais, que fecharam o ano com forte déficit.

 Apesar do início negativo, o mercado projeta uma sequência de quedas na taxa de juros Selic, a partir de março e as previsões são de uma Selic a 12% ao final de 2026, ainda em um patamar elevado, quando comparado aos juros praticados em economias desenvolvidas. Analistas também projetam o Ibovespa entre 185.000 e 200.000 pontos ao final deste ano.

A trajetória dos juros brasileiro tem fundamental importância para investidores, pois uma Selic alta por prazo prolongado, poderá levar a dívida pública a patamares insustentáveis. Atualmente, os juros reais estão na casa dos 10,5% e o patamar neutro atual, considerado por analistas, é de 4% (real, descontada a inflação). O Brasil experimentou dois momentos em que os juros estiveram ainda mais baixos do que a taxa real neutra. Foram nos períodos dos governos Michel Temer (MDB), em 2018 (6% nominal e 3% real) e na gestão de Jair Bolsonaro (PL), nos anos de 2019 (4,5% nominal e 2,5% real), 2020 e 2021 (2% nominal e juros reais negativos). Só em 2022, último ano de Bolsonaro, os juros dispararam, devido a pressões inflacionárias, chegando a 13,75%, para uma inflação que chegou a 13%. Mesmo assim, juros reais bastante baixos.

Em 2023, com a posse de Lula (PT), os juros demoraram a cair, devido a resquícios dos gastos da época da pandemia e a adoção de uma política fiscal expansionista. Os juros chegaram a cair dos 13,75% do governo anterior, para 10,5% até meados de 2024. O BC ainda estava sob a liderança de Roberto Campos Neto, indicado por Bolsonaro e cujo o mandato encerrou ao final de 2024. A nova liderança do BC, indicado por Lula, Gabriel Galípolo, herdou a Selic de Campos Neto no patamar de 13,75% e prosseguiu no aperto monetário, fechando o período atual em 15%.

A alta de 34% do Ibovespa, em 2025, tem explicações diversas, entre os analistas. Os principais motivos apontados, são a liquidez mundial, o preço descontado das ações, após anos de estagnação dos preços e a expectativa de futura queda da Selic, o que tem reflexos direto no apetite de investidores por ativos de risco e pagadores de dividendos.

O JMV obteve as informações de diversas fontes, como os portais de notícias econômicas Infomoney (infomoney.com.br); Investing (investing.com.br); portal da B3 e os portais Folha de São Paulo e Estadão.

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