25.3 C
Timbó
terça-feira, 13 de janeiro de 2026

Caminhos que despertam cedo, histórias que seguem no ritmo do pedal

Data:

Quando o verão se anuncia no Vale Europeu, as manhãs ganham um convite silencioso: acordar cedo, ajustar o capacete e deixar que a estrada conte suas histórias. Em entrevista à redação do Jornal do Médio Vale (JMV), o turismólogo – Assessor de Turismo do Consórcio Intermunicipal do Médio Vale do Itajaí (Cimvi), Maicon Mohr, fala sobre o roteiro de cicloturismo e revela por que pedalar na região é mais do que deslocamento — é vivência, contemplação e encontro com o território.

Segundo Maicon, o circuito de cicloturismo passa atualmente por um importante processo de manutenção. Toda a sinalização está sendo revisada e atualizada, com previsão de conclusão até o final de dezembro. Ao término desse trabalho, os sete trechos do roteiro estarão integralmente sinalizados, reforçando a segurança e a orientação para quem escolhe explorar o Vale sobre duas rodas durante a temporada de verão.

FOTO/ BRUNÊ NASATO

E, quando o assunto é horário, o conselho é seguir o ritmo da natureza. No auge do calor, o ideal é iniciar o pedal ainda ao amanhecer, quando a luz suave realça as paisagens e a temperatura favorece o esforço físico. “Evitar os horários próximos ao meio-dia é fundamental”, explica Maicon. A sugestão é aproveitar a parte mais quente do dia para visitar atrativos do circuito, almoçar com calma ou até descansar à sombra, retomando o pedal mais tarde, quando o sol já não castiga tanto.

Como todo roteiro que respeita a geografia do lugar, o circuito também exige atenção em pontos específicos. Entre eles, Maicon destaca a descida da Carolina, já na chegada a Pomerode pela Rota do Enxaimel, um trecho longo e veloz; a descida do Morro Azul; o cruzamento da BR-470, em Indaial; e a descida do Rio Milanês, no último trecho, em Rio dos Cedros. São locais que pedem prudência, concentração e respeito aos limites, todos devidamente sinalizados para orientar o ciclista.

Mas há novidades que renovam o olhar até mesmo de quem já conhece o circuito. Um dos percursos mais recentes e ainda pouco explorados é a Rota das Capelas, em Ascurra. Com cerca de 21 quilômetros, o trajeto se desenha por áreas naturais preservadas, estradas rurais tranquilas e um conjunto de capelas históricas que ajudam a contar a identidade cultural do município. Mais do que um pedal, a rota propõe uma imersão na memória, na paisagem e na vida comunitária local.

A Rota das Capelas surge como uma alternativa encantadora tanto para ciclistas experientes do Circuito Vale Europeu quanto para visitantes que buscam um percurso mais curto, mas carregado de significado. “Ela une paisagem, patrimônio e comunidade”, resume Maicon, ao destacar o potencial do novo trajeto.

No verão, o cicloturismo no Vale Europeu é convite ao equilíbrio: entre esforço e pausa, velocidade e contemplação, estrada e história. Pedalar por esses caminhos é aprender a escutar o território — e descobrir que algumas das melhores férias começam ao nascer do dia, no suave girar das rodas sobre o asfalto e a terra.

Para conhecer o percurso e acessar o mapa oficial: https://www.google.com/maps/d/viewer?mid=1f1NwyhSOzL8dXmKjgdn5s2G5V59RsJg&ll=-26.9442386657273%2C-49.39629057994842&z=13

Últimas Notícias

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui

error: Conteúdo protegido de cópia.