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sexta-feira, 6 de fevereiro de 2026

Entre afeto e gestão,um legado que transforma pessoas, empresas e o futuro do Vale

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“Aprendi que o maior desafio das empresas é equilibrar afeto e gestão. E minha missão sempre foi ajudar a transformar relações em governança, valores em princípios e famílias em organizações fortes e duradouras.”


Com essa frase que traduz uma vida inteira dedicada às pessoas e às empresas, o consultor empresarial Osvaldo Trisotto iniciou, na tarde do dia 3 de fevereiro, sua entrevista na redação do Jornal do Médio Vale.

O encontro teve como propósito apresentar o livro que eterniza sua trajetória pessoal e profissional e, ao mesmo tempo, preserva um capítulo sensível e decisivo da história do desenvolvimento econômico de Timbó e do Vale do Itajaí.


A obra Transformando desafios em oportunidades: de office boy a presidente não é apenas uma biografia. É, sobretudo, um testemunho humano sobre o poder do trabalho, da resiliência e da confiança nas pessoas.

Nascido em Rio dos Cedros, Osvaldo começou a vida profissional em funções simples, aprendendo cedo que cada tarefa, por menor que pareça, carrega um valor silencioso na formação de um líder.


Ao longo das páginas, o leitor acompanha a caminhada que o conduziu da base das organizações aos cargos mais altos da gestão, em uma trajetória construída com disciplina, coragem e espírito coletivo.

Um percurso marcado por décadas de atuação na Metisa Metalúrgica Timboense S/A, onde deixou um legado de crescimento, profissionalização e geração de oportunidades, além de sua contribuição em conselhos e projetos estratégicos de grandes empresas da região, como a Dudalina.


Durante a conversa com a reportagem, Trisotto fez questão de ressaltar que seu crescimento não esteve ligado ao acúmulo de patrimônio, mas à construção de organizações mais preparadas, humanas e sustentáveis.

“Meu crescimento sempre foi na gestão”, afirmou, ao lembrar que optou por investir tempo, conhecimento e energia na transformação de pessoas, lideranças e culturas empresariais.


O livro revela, com sensibilidade, os desafios enfrentados ao longo da carreira, os erros cometidos, as decisões difíceis e os aprendizados que se tornaram referência para outras empresas e para o trabalho que passou a desenvolver como consultor. São experiências reais, vividas no chão das fábricas, nas salas de reunião, nas negociações delicadas e nos momentos em que foi preciso reconstruir a confiança para garantir a sobrevivência e a credibilidade das organizações.


Mais do que cargos ou resultados, a narrativa valoriza as raízes familiares, a herança dos imigrantes, a simplicidade da infância, os primeiros empregos registrados na carteira de trabalho e a certeza de que o crescimento verdadeiro só acontece quando é compartilhado.

Para Trisotto, o trabalho sempre foi mais do que um meio de sustento: foi instrumento de transformação social, geração de empregos e fortalecimento da economia regional.


Ao longo da entrevista, ele também destacou a diferença entre sua trajetória e a de empresários que construíram grandes patrimônios. Sua missão, como ele próprio define, sempre esteve ligada à profissionalização da gestão, à governança nas empresas familiares e à preparação das organizações para atravessar gerações sem perder sua identidade.


Nas páginas do livro, surgem ainda relatos marcantes de negociações internacionais, períodos de forte endividamento, reconstruções financeiras, abertura de mercados e decisões ousadas — todas costuradas pela convicção de que empreender é, antes de tudo, um exercício diário de coragem.


Para Osvaldo Trisotto, a história do Vale do Itajaí foi escrita por pessoas que ousaram sonhar, levantar-se após cada queda e enxergar possibilidades onde muitos viam apenas limites. E é esse espírito empreendedor — inquieto, criativo e inconformado com o presente — que ele aponta como o maior patrimônio de um país.


Ao encerrar a conversa na redação, deixou uma mensagem que ecoa como um conselho às novas gerações: olhar para a frente, compreender que sempre há algo novo a ser construído e nunca esquecer que toda grande realização carrega, silenciosamente, a assinatura de alguém que teve coragem de tentar.


Porque, para ele, o verdadeiro legado de um líder não está apenas nos números ou nos cargos que ocupou — mas nas pessoas que ajudou a formar, nas empresas que ajudou a amadurecer e na esperança de um futuro mais justo e próspero que ajudou a semear.

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