Com o valor pago ao produtor abaixo do custo de produção, cidades já oficializaram medidas para socorrer agricultores e renegociar dívidas do setor
O número de cidades catarinenses que decretaram situação de emergência devido à crise no preço da cebola aumentou, abrangendo agora diversos municípios além de Ituporanga, a capital nacional da produção. Recentemente, Atalanta, Chapadão do Lageado e Imbuia, no Alto Vale, juntaram-se a Alfredo Wagner e Leoberto Leal, na Grande Florianópolis, e a Lebon Régis, no Meio-Oeste, na publicação de decretos oficiais.
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O principal motivo para a medida é a queda drástica no valor pago ao produtor, que reduziu pela metade em relação ao ano anterior, impactando diretamente a rentabilidade das famílias rurais e as economias locais que dependem fortemente dessa cultura.
Com a formalização da situação de emergência, as prefeituras ganham respaldo para adotar medidas excepcionais de auxílio, como a reavaliação de prazos, a facilitação no acesso a linhas de crédito e o suporte na negociação de dívidas agrícolas.
A crise é evidenciada pelo desequilíbrio financeiro na produção: enquanto levantamentos técnicos apontam que o custo médio para produzir um quilo de cebola — incluindo gastos com mudas, defensivos e mão de obra — gira em torno de $R\$ 1,33$, o valor obtido na última safra foi de apenas $R\$ 1,20$. Segundo especialistas da área, o cenário ideal para garantir o pagamento dos custos e permitir novos investimentos seria de $R\$ 2,00$ por quilo, patamar que não é atingido desde a safra 2023/2024.
Fonte: Testo Notícias





