A Operação Vigilans Cyber GAECO foi deflagrada na manhã desta terça-feira, dia 24 de fevereiro, com o objetivo de investigar crimes de armazenamento, compartilhamento e possível produção de material de exploração sexual infantil. A ação ocorreu em municípios da região do Vale e resultou na apreensão de equipamentos eletrônicos que serão periciados.
A operação foi conduzida pelo Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (GAECO), do Ministério Público de Santa Catarina (MPSC), por meio do Cyber GAECO, em apoio à 3ª Promotoria de Justiça da Comarca de Brusque e à 2ª Promotoria de Justiça de Ituporanga.
Mandados foram cumpridos em dois municípios
Durante a operação, foram cumpridos dois mandados de busca e apreensão. Os agentes recolheram dispositivos eletrônicos e mídias de armazenamento que serão analisados por meio de perícia especializada.
As investigações tiveram início após informações repassadas pela Polícia Federal, por meio da Coordenação de Repressão aos Crimes Cibernéticos Relacionados ao Abuso Sexual Infantojuvenil.
Segundo os investigadores, foram identificados indícios de armazenamento e compartilhamento de arquivos contendo material ilícito. Há também suspeita de que um dos investigados possa ter participado da produção desse tipo de conteúdo.
Investigado foi preso em flagrante em Brusque
Durante o cumprimento de um dos mandados, no município de Brusque, os agentes encontraram mais de 1.700 vídeos contendo material de exploração sexual infantojuvenil.
Diante da situação, um dos investigados foi preso em flagrante. O material apreendido será utilizado como prova para o andamento das investigações, que seguem sob sigilo judicial.
Operação reforça combate a crimes virtuais
A Operação Vigilans integra as ações do Cyber GAECO, força-tarefa especializada no combate a crimes praticados em ambientes digitais. O grupo atua na identificação, prevenção e repressão de infrações penais envolvendo organizações criminosas e crimes cibernéticos.
O GAECO é coordenado pelo Ministério Público de Santa Catarina e conta com a participação da Polícia Civil, Polícia Militar, Polícia Penal, Receita Estadual e Corpo de Bombeiros Militar.
O nome da operação faz referência à vigilância permanente no enfrentamento ao abuso sexual infantil, reforçando o compromisso institucional com a proteção de crianças e adolescentes.
As investigações continuam, e novas informações poderão ser divulgadas conforme o andamento do processo.







