O senador catarinense Esperidião Amin (PP), um dos principais defensores do ex-presidente Jair Bolsonaro no Senado Federal, anunciou nesta semana que mantém sua pré-candidatura à reeleição, independentemente da posição adotada pelo grupo do governador Jorginho Mello (PL), que “bateu o martelo” recentemente com as pré-candidaturas de Caroline de Toni (PL) e do filho do ex-presidente Jair Bolsonaro, Carlos Bolsonaro (PL). Carlos já renunciou ao cargo de vereador no Rio de Janeiro para disputar as eleições em Santa Catarina.
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A vinda de Carlos Bolsonaro a Santa Catarina estremeceu aliados do ex-presidente e do governador Jorginho Mello. Inicialmente, a deputada federal Caroline de Toni, a mais votada nas eleições de 2022 e defensora incondicional de Jair Bolsonaro, foi cogitada para abrir mão de sua pré-candidatura a fim de abrir espaço para Carlos Bolsonaro, atendendo a pedido de seu pai a Jorginho Mello, presidente estadual do PL. Após conversas internas e diante da ameaça de Caroline de Toni de deixar o PL e filiar-se ao Novo, ficou definido que o partido irá de chapa pura ao Senado, com Caroline de Toni e Carlos Bolsonaro. Cabe lembrar que, nas eleições deste ano, serão eleitos dois senadores por estado. Em 2022, foi eleita apenas uma vaga.
O senador Esperidião Amin já exerceu o mandato de senador em outras duas oportunidades. Também foi eleito governador em 1982 e 1998, além de ter sido prefeito de Florianópolis e deputado federal. Sua trajetória política lhe confere projeção nacional, sendo um dos parlamentares de maior expressão entre a representação catarinense no Senado. Carlos Bolsonaro tem como principal ativo o sobrenome do pai, mas conhece pouco o Estado e enfrenta críticas de adversários e até de aliados do ex-presidente por interferir na política estadual. Amin deve utilizar como argumento sua defesa de Bolsonaro nos oito anos em que atua no Senado, além de sua trajetória política em Santa Catarina.
Quem observa a controvérsia com atenção são os adversários, especialmente o PT. O partido tem como principal nome ao Senado o ex-prefeito de Blumenau e atual presidente do Sebrae, Décio Lima. Nas eleições de 2022, Décio foi ao segundo turno e alcançou 34% dos votos. Caso haja divisão de votos entre os partidos de centro-direita, aumentam as chances de o PT eleger uma das vagas ao Senado, especialmente se o candidato for Décio Lima. Outros partidos de centro-direita, como PSD e MDB, também devem lançar nomes à disputa. No momento, a corrida ao Senado é considerada mais imprevisível do que a disputa ao governo do Estado, cujo atual mandatário, Jorginho Mello, é apontado como favorito à reeleição.





