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Irmã Paulina Sens: freira catarinense de Ituporanga pode ser reconhecida como santa pelo Vaticano após atuação em hospital

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Irmã Paulina Sens dedicou mais de 30 anos ao Hospital Bom Jesus e ganhou fama de santidade entre moradores de Ituporanga

A possibilidade de uma religiosa catarinense ser reconhecida como santa pelo Vaticano colocou o nome da Irmã Paulina Sens em evidência no Alto Vale do Itajaí. A Diocese de Rio do Sul autorizou o início do processo de beatificação da freira, que dedicou grande parte da vida ao atendimento de pacientes e ao trabalho comunitário em Ituporanga.

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A autorização foi concedida pelo bispo da Diocese de Rio do Sul, Dom Adalberto Donadelli Júnior, durante uma reunião realizada no Hospital Bom Jesus, em Ituporanga. O local tem ligação direta com a trajetória da religiosa, já que foi ali que ela atuou durante décadas e construiu a reputação de dedicação à fé e ao cuidado com os mais necessitados.

Quem é a Irmã Paulina Sens?

Natural de Angelina, no Vale do Itajaí, irmã Paulina Sens nasceu em 1919 e integrou a Congregação das Irmãs Franciscanas de São José. Ao longo da vida religiosa, trabalhou em cidades como Blumenau, Witmarsum, Presidente Getúlio e Ituporanga.

Foi no Hospital Bom Jesus, porém, que a freira deixou uma das marcas mais fortes da missão religiosa. Durante 32 anos, ela atuou no setor de obstetrícia, acompanhando gestantes, mães e recém-nascidos. Moradores e antigos pacientes relatam que a irmã era reconhecida pela dedicação aos doentes e pelo acolhimento à comunidade.

Paulina Sens morreu em junho de 2002, aos 83 anos, após completar 58 anos de vida religiosa. Ela foi sepultada no jazigo das Irmãs Franciscanas de São José.

Foto: Hospital Bom Jesus/Reprodução/ND Mais

Processo de Beatificação

Segundo a Diocese de Rio do Sul, o início oficial do processo de beatificação deve acontecer no dia 22 de junho, data que marca os 24 anos da morte da religiosa, durante uma missa em homenagem à irmã.

Nesta fase inicial, a Igreja Católica irá reunir documentos, escritos, objetos pessoais e depoimentos de pessoas que conviveram com a religiosa. O objetivo é analisar a chamada “fama de santidade”, expressão usada pela Igreja para avaliar o reconhecimento espontâneo da comunidade sobre a vida e as virtudes da pessoa investigada.

Além do bispo Dom Adalberto Donadelli Júnior, participaram da reunião representantes da Congregação das Irmãs Franciscanas de São José e o frei Angelo Luiz, pároco da Paróquia Santo Estêvão, de Ituporanga.

O processo de beatificação é uma das etapas para o reconhecimento oficial de santidade pela Igreja Católica. Após as investigações realizadas em nível local, o caso é encaminhado ao Vaticano, onde passa pela análise da Congregação para as Causas dos Santos. Para a beatificação, ainda é necessária a comprovação de um milagre atribuído à intercessão da religiosa. A canonização, que reconhece oficialmente um santo, é a etapa final do processo.

Fonte: NDMais

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