Aterro Sanitário recolhe 640 toneladas de móveis da enchente
Após um mês da enchente, ainda há coleta de materiais a ser feita na cidade de Timbó …
BRUNA LALINE RAMOS/ESTAGIÁRIA/JMV

TIMBÓ – O Aterro Sanitário de Timbó recolheu cerca de 640 mil quilos de móveis que foram atingidos pela última enchente que castigou a região do Médio Vale do Itajaí, no primeiro final de semana de junho, deste ano. A informação é do responsável pelo Aterro, Ivo Adam. Segundo ele, esse número é quase a metade do que foi recolhido na enchente de 2011. “Naquele ano, a coleta ultrapassou 1,2 milhão de quilos”.
Essa redução se explica, de acordo com Ivo, pelo fato de as famílias terem se antecipado e retirado seus móveis antes que a água os atingissem. “Os materiais que recolhemos são, em sua maioria, móveis de MDF, que estragam facilmente quando ficam em contato direto com a água. Já TVs, geladeiras e fogões, por exemplo, nós praticamente nem recebemos”, afirma.
Logo quando se percebeu a possibilidade de enchente, no início de junho, os colaboradores do Aterro já foram para as ruas de Timbó, com caminhões, auxiliar as famílias na retirada dos móveis de suas residências. “Fizemos tudo o que era possível, até que a enchente deixou todos ilhados”, diz Ivo.
Quando a água começou a baixar, o pessoal do Aterro voltou para as ruas e iniciou a coleta dos materiais que foram atingidos e destruídos pela água. Na primeira semana após a enchente, o trabalho foi intenso e os caminhões passavam pelas ruas aleatoriamente. A partir da segunda semana, a coleta dos móveis passou a ser feita, somente, perante agendamento.
Agora já se passou mais de um mês da enchente, mas o Aterro Sanitário continua recebendo móveis atingidos pela água. “Normalmente, temos cerca de 20 agendamentos por semana para recolhermos móveis, mesmo que não tenham sido estragados pela enchente. Mas, após o primeiro final de semana de junho, esse número aumentou para 50”, afirma Ivo.
Ao ser questionado sobre o que é feito com esse material recolhido das residências, o responsável explica que muitas coisas são vendidas, mas o que não pode ser aproveitado para a venda vai para o Aterro, onde é colocado junto com o lixo.





